Amor (Amour, França, Alemanha, Áustria. 2012)
Publicado em 01/03/2013

Ricardo Beleza

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Cidade: Bagé / RS
Jornalista e crítico de cinema
Ricardo Beleza

Filme

Este drama ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro no último domingo.
O roteiro e a direção são do austríaco Michael Haneke.
 Anne (Emmanuelle Riva) e Georges (Jean-Louis Trintignant) formam um casal de idade avançada, Anne sofre um derrame cerebral e Georges com a ajuda de uma enfermeira passa a cuidá-la. O filme nada contra a maré hollywoodiana todo o tempo, colocando questões profundas minuto a minuto da exibição, e isso é um dos “encantos” de Amor. O desempenho dos atores também vem a ser outro ponto a favor deste longa-metragem que se baseia inteiramente na interação do casal que o protagoniza. Quase todo o filme se passa dentro de um apartamento, e o grande mérito do diretor de fotografia Darius Khondji é apresentar ângulos novos o tempo todo, tudo muito sutil.
O astro do hit sessentista “Um Homem e uma Mulher” encena um senhor muito educado, que apesar de estar casado há muito tempo ainda mostra ser apaixonado por sua mulher. A atriz de oitenta e seis anos Emmanuelle Riva não ganhou o Oscar de melhor atriz por haver “algo de muito podre no reino da Dinamarca”, o papel dessa mulher sofrendo de vários AVCs, demonstra que existiu algum laboratório para a interpretação, e alguma intuição também. Confiram “Amor” e reflitam, dedico esta coluna a Lia Sarmento que me presenteou com um livro sobre a discografia de Elvis Presley, e é uma das pessoas mais doces e inteligentes que conheço, um beijo dinda Mima.

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