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Rio Grande sob o império da lei
Publicado em 11/03/2020

Ranolfo Vieira Júnior

Ranolfo Vieira Júnior

Foto: Divulgação/FS

Vice-governador e secretário da Segurança Pública

Com a transferência de 18 líderes de organizações criminosas a penitenciárias federais, na Operação Império da Lei, reafirmamos a soberania do Estado para o exercício da força na proteção da sociedade e na punição dos que tomam o caminho do crime. O recado ficou claro: não iremos tolerar que parta das cadeias a ordem para o cometimento de delitos.

O sucesso da operação, embora sua complexidade, pode ser resumido em uma das três premissas do programa RS Seguro, a integração. Durante um ano, as secretarias da Segurança Pública (SSP) e da Administração Penitenciária (Seapen) lideraram planejamento milimétrico que costurou a ação de 15 instituições estaduais e federais.

Para estudo dos alvos, houve trabalho minucioso das áreas de inteligência de SSP, Seapen, Polícia Civil (PC), Brigada Militar (BM), Polícia Federal (PF) e Ministério Público (MP), com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a partir do qual PC e MP elaboraram robustas representações, depois acolhidas pelo Poder Judiciário, que garantiu celeridade às decisões.

A sensibilidade do ministro Sérgio Moro em assegurar a recepção dos presos no Sistema Penitenciário Federal e determinar o apoio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), trouxe o respaldo da União para a ação contundente do Estado.

No dia D, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) demonstrou excelência técnica na extração dos presos das cadeias. Foi impecável a ação da BM, do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Samu na segurança ao deslocamento entre a Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas e o parque no centro da cidade. Aí presenciamos o ponto alto da integração, com todas as instituições protegendo o perímetro quando seis helicópteros – três da BM, um da Polícia Civil e dois da PRF –, em tempo cronometrado, levaram os 18 criminosos até a Base Aérea de Canoas.

Da Aeronáutica, veio a estrutura segura para os exames feitos por médicos do Instituto-Geral de Perícia (IGP), antes do embarque em avião da PF. Tudo guarnecido pelo Exército. Na retaguarda, caso o clima impedisse a agilidade do transporte aéreo, a Marinha estava a postos nos rios cruzados por rodovias onde o comboio terrestre passaria.

É com esse nível de cooperação e precisão tática que manteremos o combate implacável ao crime organizado. Em solo gaúcho, o império é da lei.


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