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Utopia de torcedores?
Publicado em 03/10/2019

Maria Angélica Varaschini

Maria Angélica Varaschini

Aproveitando o clima de Libertadores, mais uma vez me pego pensando no interior, no futebol do interior. É uma mobilização incrível, excursões e mais excursões sendo organizadas para ir ao jogo, folga no trabalho, galera se reunindo para fazer churrasco, ansiedade a mil e torcida alvoroçada. Claro, é Libertadores. É um campeonato de uma magnitude ímpar. Mas ai eu pergunto: se vê isso em um campeonato do interior?  Existem esses torcedores ‘raízes’ que vibram pelo time da cidade como vibram pelo da capital?  E eu respondo: Existem.

Existem aqueles que, mesmo nas dificuldades dos times, vestem a camisa, beijam o manto e defendem as suas raízes. Os torcedores, que faça chuva, faça sol, estão nas arquibancadas. Torcedores que acreditam, lutam e vibram, que sabem ser difícil, mas mesmo assim seguem rumo ao estádio.

O jogo não passa pela TV, não tem Globo, SporTV ou ESPN transmitindo. Mas tem o velho e fiel radinho no ouvido, acompanhando todos os lances, sentado ou em pé na arquibancada já com lugar marcado. São torcedores de verdade, são os que choram na desclassificação e comemoram mais do que nunca na vitória. Os que apoiam, os que cobram. Os que ficam no alambrado para incentivar o jogador e pressionar o bandeirinha. Torcedores que têm esperança, esperança de “esperançar”; não de esperar.

Porém, esses são a minoria, a menor parte daqueles que se dizem torcedores. Sabe o que seria incrível mesmo, ver em uma partida de divisão de acesso o mesmo número de torcedores que lotam ônibus para ir ver jogo na capital. Que maravilhoso seria ver as arquibancadas do interior lotadas com gritos, “holas” e tudo mais.  Será que é possível? Olha, isso só vocês podem responder.


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