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Pontos de vista sobre clubes e investidores
Publicado em 13/02/2020

Maria Angélica Varaschini

Maria Angélica Varaschini

Quando falamos de futebol do interior temos que ter bem claro na nossa mente que as dificuldades financeiras são enormes, pois, muitas vezes, os clubes têm que optar por algumas alternativas. 
Na semana passada, coloquei aqui a saída do técnico Badico, do comando do  Bagé. Citei alguns exemplos de clubes que optaram por aceitar apoio de empresários e investidores para poder diminuir os gastos, mas que infelizmente não deram certo. Claro, cada clube com sua realidade e com situações diferentes de investimentos.  Em nenhum momento a intenção da coluna foi causar desentendimento ou revolta. 
Independente do que está acontecendo dentro de campo, nada tira os investimentos e melhorias feitas, por exemplo, na estrutura do estádio Pedra Moura.  Dos investimentos feitos  para tentar melhorar o andamento do clube, como  disse ninguém faz nada para errar; todas as atitudes são feitas para tentar acertar.
O presidente do clube, Rafael Alcalde, discordou de alguns pontos colocados na coluna, dizendo que os investimentos citados  em outros clubes são diferentes  dos que são feitos no Bagé. Sim, concordo com isso, afinal, a ajuda financeira não é só na formação da equipe e da comissão técnica, mas também estrutural o que, obviamente, vai ficar para sempre no clube.  
O presidente citou que a forma como foram abordadas as informações poderia gerar certa revolta da torcida jalde-negra com o clube, afinal, só foram expostas situações negativas da parceria investidores/clubes. Mas, como o próprio presidente disse, são formas de investimentos diferentes que são feitas no Bagé.

Repito, nem a direção, nem o investidor e muito menos o presidente fez qualquer coisa para trazer “erros” dentro do clube, muito pelo contrário; porém, nem sempre as coisas acontecem da maneira que gostaríamos. 
Venho esclarecer, pois sei das dificuldades que os clubes passam para ter futebol, ainda mais o ano todo. Eu sei a realidade de muitos clubes, pois, mais do que ninguém, torço pelos clubes do interior; torço para que dê certo e para que as coisas realmente funcionem. Os clubes do interior merecem isso.  Porém, nem sempre as coisas acontecem; nem sempre a maior folha vai subir; nem sempre o melhor treinador vai conseguir organizar um time que não dá liga e nem sempre o começo bom significa um bom final; da mesma forma que nem sempre um mau começo vai levar a um final ruim. Como sempre digo, se algo não deu certo, não se julga, e, sim, se aprende, para que na próxima vez não se cometa os mesmo erros. 


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