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Ode ao futebol do interior
Publicado em 28/11/2019

Maria Angélica Varaschini

Maria Angélica Varaschini

O futebol do interior é fascinante, não é? Sou até meio suspeita a falar, mas nada  melhor que aquele clima dos estádios do interior; aquele jogo pegado; uma Terceirona Gaúcha e Divisão de Acesso. Àquelas cenas inusitadas com quero-quero entrando no campo, cachorro correndo de um  lado para o outro, e  enxame de camoatim no travessão.  Pode passar dois, cinco ou 10 anos, a fascinação pelo futebol do interior só aumenta; quem já teve a oportunidade de jogar e até mesmo trabalhar em clubes do interior nunca esquece.

Hoje, ele é técnico do Corinthians, um dos maiores clubes brasileiro.  Fez história no Atlhético-PR, conquistando no comando da equipe em 2019 a Sul-Americana e a Copa do Brasil. O técnico Tiago Nunes é um dos melhores treinadores da atualidade. Sabem como começou? Em clubes do interior do RS, entre eles, o Bagé.

Se o futebol do interior por si já é fascinante, imagina um clássico. Pois é, Tiago Nunes, mesmo em altos patamares, guarda na sua memória o clássico Ba-Gua.  O técnico, antes do duelo contra o Flamengo, no Maracanã, pelas quartas de final da Copa do Brasil, deu a seguinte declaração: “Quem enfrentou um Ba-Gua não se assusta com nada".  Tiago Nunes treinou o Bagé em 2012, na disputa da Terceirona Gaúcha, por isso ele bem sabe o que é um clássico do Interior.

Não importa  a grandeza do time, os campeonatos ou os títulos conquistados,  o futebol do interior sempre  estará marcado na memória de quem teve a oportunidade de  passar por ele. Da torcida no alambrado; dos gritos na beira do campo a um clássico pegado; é raça, é guerra, é sangue. E sabem de uma coisa, acredito que esse fascínio será sempre assim, não importam os anos, não importam as mudanças no futebol. Só quem um dia passou pelos gramados irregulares do interior, que já presenciou um clássico de perto e já torceu grudado ao gramado, sabe o que é emoção de verdade.


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