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O Jogo do VAR
Publicado em 15/06/2019

Maria Angélica Varaschini

Maria Angélica Varaschini

Brasil e Austrália já é considerado um clássico no futebol feminino. E, como bom clássico, o que se espera é uma partida eletrizante e cheia de emoções. Foi exatamente o que aconteceu no jogo de quinta-feira, pela Copa do Mundo Feminina. O jogo teve a estreia da melhor do mundo, Marta (marcando gol), que estava lesionada na primeira partida da Seleção Brasileira. Um Brasil com Cristiane, que marcou três na vitória em cima da Jamaica (e mais um contra a Austrália), além de um árbitro de vídeo, que veio para ser a atração da partida.
O vídeo assistant referee, também conhecido como árbitro de vídeo ou simplesmente VAR, brilhou e abrilhantou. Ele deu um show à parte e fez com que milhares de olhares se direcionassem a ele. Sua entrada em campo foi aos 19 minutos, quando Yallop caiu na área brasileira. O VAR analisou e a árbitra da partida, Esther Staubli, deu toque de mão da australiana no início da jogada. Ponto para o VAR. Mas foi na segunda etapa da partida que ele resolveu mostrar a que veio nessa Copa do Mundo. O jogo estava empatado em 2 a 2, mas em uma bola alçada na área da seleção Canarinho, aos 23 minutos, Mônica desviou de cabeça e fez gol contra,  porém, a auxiliar deu impedimento da participação de Kerr na jogada. E adivinhem quem é que definiu esse lance? Ele mesmo, o árbitro de vídeo entrou em campo mais uma vez. Os olhares de torcedores, jogadoras e banco de reservas se voltaram para ele. O VAR checou, e a árbitra validou o gol. Ponto para o VAR.
Para fechar o baile, com uma saída triunfante, o VAR se despediu do jogo nos minutos finais, aos 46, tirando a esperança do empate das brasileiras. Andressa e a zagueira australiana se enroscaram na área, e para definir a situação, a árbitra pediu auxílio. O VAR mais uma vez fez seu trabalho e Esther concluiu que foi lance normal e não marcou a penalidade. Ponto para o VAR.
A Austrália venceu o Brasil, mas quem foi o campeão, ao menos de decisões (certas ou erradas), foi o VAR, que ainda terá muitas participações decisivas, nesta Copa do Mundo.
 
Angélica Varaschini
Repórter esportiva


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