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Não foi só um jogo, não é só uma Copa do Mundo
Publicado em 27/06/2019

Maria Angélica Varaschini

Maria Angélica Varaschini

Os confrontos das quartas de final da Copa do Mundo Feminina estão definidos. Noruega, Inglaterra, Itália, Holanda, França, Estados Unidos, Alemanha e Suécia  buscam estar na semifinal da competição. O Brasil, como se sabe, ficou pelo meio do caminho. Mas o que quero trazer aqui é o que realmente significa essa Copa do Mundo Feminina.
Segundo dados divulgados pelo Ibope, nesta terça-feira, 25, o jogo de eliminação do Brasil para a França nas oitavas de final rendeu uma audiência incrível em todo o Brasil. Contabilizando todas as emissoras que exibiram o jogo (Globo, Band e SporTV), a partida marcou 37 pontos de audiência na média do painel nacional de televisão. A transmissão da Copa do Mundo Feminina em uma grande emissora de canal aberto brasileira foi um avanço enorme quando se fala em futebol feminino, e isso se ratifica com a entrevista da Marta pós-jogo: “Não vai ter uma Formiga para sempre, uma Marta, uma Cristiane. Pensem nisso, valorizem mais. Chorem no começo para sorrir no fim”. Quando a maior goleadora de copas diz isso, é porque necessita ter um novo olhar para o que está surgindo.
A Copa do Mundo Feminina está dando aula de técnica, tática e qualidade. Temos craques em campo, assim como são considerados Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. O olhar da sociedade tem que mudar e um passo importante foi dado. A eliminação do Brasil não foi só uma partida, foi um choque de realidade pós-jogo. E a Copa do Mundo jamais será apenas uma competição, ela é sim a premissa para o futuro.  Boas equipes seguem e podemos até falar em uma França e Estados Unidos como favoritas para levantar a taça, mas independentemente de quem se consagrar campeã, a certeza é que essa copa será uma quebra de paradigmas, como diz a música: “Futebol não é para mulher? Eu vou mostrar para você Mané, joga a bola  no meu pé”.

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