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Coluna Social Marcos Pintos 2334
Publicado em 14/12/2012

Marcos Pintos

Cidade: Bagé / RS
Colunista social - Paralelo MP
Marcos Pintos

Paralelo MP

Foto: -

A empresária Cristina Moglia (ao centro), com a turminha que integrou o casting do desfile La Campera no NCCC. Clic, Pedro Blanco

“Às vezes, caminhando, firmo o olhar no horizonte e sinto uma vontade louca de sair voando. Asas não tenho, mas uma mente inventiva o suficiente para expandir-me Universo afora, sim. Mesmo que minha liberdade física fosse confinada à uma jaula; mesmo que meu corpo perecesse no limbo da existência, ainda me restaria a capacidade de imaginar e criar o meu mundo”
MP
 
Meu adorável DDA
Era a tarde de segunda-feira, 12 de novembro, e eu na Neisa Confeitaria almoçando em plenas 16h. Pois sim. Confesso que, quando “engato a primeira” escrevendo esqueço, até mesmo, de saciar as necessidades básicas do cotidiano. Certo ou errado, não posso me dar ao luxo de deixar a inspiração passar sem montá-la para cavalgarmos juntos rumo aos bosques do pensamento. Um momento de distração e, pronto! Lá se vai ela solitária sem a minha companhia graças ao acentuado déficit de atenção que me acompanha (sim, eu sou um DDA autêntico!). Admito: tal característica me rendeu muito prejuízo material – mais de uma dezena de celulares (inclusive um IPhone!), casacos, chaves de casa (essa a grande “preocupação” de minha mãe até hoje!), porém, ser portador do Distúrbio de Déficit de Atenção é, para mim, mais do que possuir uma disfunção geneticamente herdada no córtex pré-frontal; é, sim, uma escola de vida!
Associo ao DDA esse meu lado sonho que parece, por vezes, me tirar do tempo humano para colocar-me na "atemporaneidade" de um plano extrafísico que é pura inspiração. Disse-me certa vez uma astróloga no Farol de Santa Marta (um dos locais mais bacanas que já acampei na terra dos “barrigas-verdes”) que ser do signo de Peixes só piorava as coisas. “Droga, me ralei”, pensei. E quando ela fez os seus cálculos e constatou que meu ascendente também era Peixes e – sentem, exotéricos! – com a Lua ainda em Peixes, teve praticamente um piripaque na volta da fogueira durante um luau! Minha reação?! Ri muuuito! A tal vizinha carioca de barraca ligou na mesma hora para uma amiga no Rio para contar-lhe que encontrara um “ser da floresta”. Abismada e sem piscar, fitava-me com olhar de descoberta. “Minha nossa, sou um ET”, refleti sem entender muita coisa, mas ainda rindo muito! Por sua vez, meu amigão José Frederico Barros Gomes, lindeiro dos campos de meu pai no Aceguá, muitas vezes, durante a sua campereada, disse escutar o som de uma flauta barroca saindo de uma tapera perdida em meio às coxilhas. Adivinhem quem era a tocar Greensleeves (a bela música composta por Henrique XIII para Ana Bolena)? Ele mesmo, o “ET DDA do Aceguá” em mais um dos seus momentos extrafísicos!
Mas porque lhes conto essas histórias hoje, passados tantos anos, e, assim, de coração aberto, sem reservas de preocupação com o julgamento daqueles que dizem ter os “pés na realidade”? É porque, caros amigos, creio não termos a autoridade – muito menos o direito – de julgarmos as pessoas por elas carregarem peculiaridades que já trazem consigo ao nascer. Meu DDA trouxe com ele a sensibilidade que muito me ajuda  na profissão que escolhi, o Jornalismo; a um cego, por sua vez, foi dada a audição notável para escutar a voz dos anjos e o tato para tocar o céu; a um Down a capacidade de oferecer aquele abraço sincero que provoca inveja em muitos que ainda nem sabem o significado da palavra sentimento. Viram? Trata-se de casos empíricos, inerentes à essência dos seres! Julgar, como?! Posso até ser esquecido, afoito, fazer mil coisas ao mesmo tempo, desconcentrado, mas se tivesse que abdicar dessas características “negativas” e, junto delas, da capacidade de ler a vida com os olhos da alma, preferiria nem existir. DDA sim, feliz com ele, TAMBÉM!
 
Love is in the air...
Sentia-se o aroma amor pairando no ar, quarta-feira, no Da Maya Porão. Em meio àquela atmosfera sofisticada, composta por detalhes peculiares que saltam aos olhos, Eneide e Ary Ferreira comemoravam os 44 anos de casados, ou seja, as Bodas de Carbonato – coisa rara em tempo de relações efêmeras. Em outra mesa, Cristina Moglia festejava, junto ao marido Gilberto Lisboa, as Bodas de Trigo – o terceiro ano de matrimônio. À mesa com eles, a eterna miss Rio Grande do Sul, Maria Alice Rezende Curra e, também, os pais de Cristina, Isabel e Paulo Gomes Moglia. Como escrevi certa vez em homenagem ao casamento dos amigos Alice e Henrique Salis: “o amor só é amor quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser. Assim, acontece a evolução...” Um brinde às relações verdadeiras!  
 
Morada do bom gosto & exemplo de vida
Funcionando há pouco mais de uma semana, o Da Maya Porão já se configura como point dos bageenses sensíveis que sabem apreciar as perceptíveis nuances do Belo. Porcelanas, cristais, climatização, serviço, tudo impecavelmente pensado para alimentar a alma dos amantes da beleza – ideal greco-romano que permeia as ações e a própria vida de Zuleika Borges Torrealba. Falando nela, dona Zuleika, a “dama de ferro” dos Pampas, fica em Bagé até domingo na sede da sua Cabanha da Maya, onde, graças ao crescimento vertiginoso das diversificadas culturas exploradas, está sendo implantado o top modelo de gestão do Grupo Libra. Vejam vocês, a prova do câncer é, para dona Zuleika, mais uma oportunidade única de se reinventar; de agregar forças e experiência ao seu mundo de trabalho e sentimento. “Sou uma pessoa feliz e realizada, principalmente pelos filhos e netos maravilhosos que a vida me deu”, disse ela, em longo bate-papo com MP ao telefone.
 
Um auto de emoção
Com direção de Rubinho Oliveira, acontece, logo mais, às 21h, no palco do projeto Luzes no Pampa, o sempre emocionante “Auto de Natal”. O texto da encenação foi elaborado por ninguém mais, ninguém menos que Elvira Nascimento e Norma Vasconcellos – duas moradoras do “Olimpo Literário” bageense. STOP! O espetáculo envolve mais de 100 participantes entre dez atores e a participação do Coral Auxiliadora com o solo de Flávio Leite, contando ainda com a participação de Thiago Cesariano e seus músicos. A encenação possui nove cenas com duração total de 1h20, e conta, ainda, com a direção de arte de Nara Maya. Promete...
 
Flash News
Atualmente, Brasília é o destino predileto das mais conceituadas grifes do planeta que aportam no Brasil. De tal modo, na última semana, inaugurou na Capital Federal mais uma Boutique Cartier com sua deslumbrante linha de joias e acessórios de luxo. Presente à première, a it girl Carol Kalil – jet setter de raízes bageenses que badala nas principais rodas sociais da América do Sul. Elizabeth Macedo Fagundes lança, na quarta-feira, 19, o livro “Inventário Cultural de Bagé”, às 20h30, na Casa de Cultura Pedro Wayne. Luiza Martins é minha convidada, logo mais, em Paralelo MP (Pop Rock, 11h30). A top dançarina vai contar detalhes do apoteótico festival Chams Mai que acontece no próximo domingo tendo como palco o Ginásio Militão. Carol Martinez solta o vozeirão em show acústico, hoje, às 21h30, na MadreMaria. A dica paralela é curtir o show degustando o Filé ao Molho de Gorgonzola preparado pelo chef Joselito Rivero. Delícia.com/deluxe! A vip list jovem vai se encontrar na noite desta sexta-feira para curtir o pop rock da banda Os Joviais, de Santa Maria, no Parador Griffe. Esses caras são feras no estilo e vem fazendo grande sucesso nas principais casas noturnas do Estado. Depois, rola aquele pagodinho com Celinho e Banda. Na picape, Flavinho Rodrigues mandar ver os top hits da temporada. De vento em popa a venda de ingressos para o Pré-Natal do Boteco. Pedro Obino vem “se puxando” ao cuidar pessoalmente de todos os detalhes. O festerê acontece em 22 de dezembro (pós-fim do mundo! Hahaha!), no pátio da bela morada de Bruno Salis Costa e Silva. Paralelo MP volta na segunda-feira contando todas as quentinhas que bombaram a city no final de semana que inicia. Fiquem com Deus e hasta la vista!

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