Coluna Social 27.05.20
Publicado em 27/05/2020

Marcos Pintos

Cidade: Bagé / RS
Colunista social - Paralelo MP
Marcos Pintos

Paralelo MP

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E o céu se abre para ela...

“A inteligência, isto é, a destreza na utilização do cérebro, aumenta com a boa prática, como qualquer outra habilidade”.

Júlio Cisneros

 

Pitada de história

Na lista das mais belas e antigas estâncias do Rio Grande, figura a Paraizo. Localizada em terras de Dom Pedrito, trata-se do berço da família Mércio, com fundação no século XVIII. O ano preciso, 1790.  “A estância foi estabelecida por Matheus Mércio Pereira, após sua fuga da Colônia do Sacramento quando da invasão espanhola, em 1777. Assim como ele, filho de açorianos (leia-se Ilha de São Jorge), todos os demais lusitanos foram expulsos daquele território”, conta a descendente, Victória Zara Mércio. Amante da pesquisa histórica, “winemaker” da vinícola forjada sob o terroir da Paraizo, Victória é a convidada de hoje da sessão “Testemunho em quarentena”, a seguir...

Testemunho em quarentena

          Diante da capela forjada ao estilo neoclássico, elevada em honra a São Jorge, localizada em frente aos vinhedos da estância, a vitivinicultora Victória Zara Mércio faz leitura dos dias atípicos nos quais estamos imersos. “Período desafiador. Algumas certezas de mundo que tínhamos foram colocadas em xeque. Paralelo a isso, vivemos um tempo produtivo, graças à criatividade solicitada pela crise. Por incrível que pareça, isso nos eleva a certo padrão de felicidade. Sim. Temos que acreditar na felicidade mesmo nos momentos de incerteza. Por exemplo, há mais de 20 anos aguardando o resultado do trabalho empreendido em nossos vinhedos, jamais iríamos supor que, justamente durante a quarentena, receberíamos a notícia de que a Região da Campanha conquistaria a tão batalhada Indicação de Procedência. Logo, nossas perspectivas futuras foram redesenhadas de maneira quase inacreditável. O universo tem seu tempo. A fé torna a vida e as conquistas possíveis”. À Victória, a editoria social agradece o testemunho.

Azul mariano

          Impressão deste colunista ou, nos dias que precedem o 24 de maio – dia da copadroeira Auxiliadora –, em anos contínuos, chove na Rainha da Fronteira (de quinta a sábado, 162,5 milímetros, precisamente)?! Impressão, ou não, sempre que adentra-se à missa da tarde, o tempo está nublado. À saída, já com a imagem da mãe envolta em seu andor à espera dos devotos, o céu se abre revelando-se no mesmo tom azul do manto sagrado. Apreciem na imagem, a concordância da reflexão...

Personagens da semana

O que tem de gente que dá “esmolas” e deseja, fervorosamente, fazer soar a trombeta (prazer, trombeta!), não é mole. Claro, é preciso considerar que, quando vindas do coração, ações positivas emanam sutis vibrações que acabam por contagiar atmosferas pessoais e coletivas. São estas que a coluna têm o prazer – e a obrigação – de repercutir com fim único de cumprir o seu papel enquanto multiplicadora do bem. Assim, não teremos um único personagem da semana nesta quarta-feira, mas, vários personagens. Refiro-me a todos os integrantes dos clubes de serviço da nossa cidade. Em silêncio, eles reúnem-se para sondar as dores ocultas a fim de oferecer subsídios de conforto. Lions, Rotary, entre outros, merecem o nosso reconhecimento. Bravíssimo!


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