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Coluna Social 25.03.20
Publicado em 27/03/2020

Marcos Pintos

Cidade: Bagé / RS
Colunista social - Paralelo MP
Marcos Pintos

Paralelo MP

Foto: -

Sua majestade integra o grupo de risco. Se tocou para quarentena no Windsor Castle. Aaatchim! Sorry...

“Não há solidão para os amantes da leitura. Conhecimento? A melhor das companhias”.

MP

 

De minotauro a centauro

Mais um dia de quarentena. Eu, aqui, escrevendo capítulos de um diário por coluna. Feliz. Sim, feliz. Alegria nascente de observações que jamais seriam feitas em dias de “normalidade”. Meus amigos, a Terra colocou-nos, todos, a dialogar internamente. Muitos dos débitos que temos para com a consciência estão vindo à tona em velocidade meteórica. Quão bela oportunidade para quitá-los! É chegado o momento de reencontrarmos o eixo interno de nossa identidade moral/intelectual/espiritual para despertarmos, de uma vez por todas, às grandezas do Universo que, pacientemente, aguardou por nós. O agora solicita que passemos do minotauro – onde o animal domina o humano – ao centauro, onde o humano domina o animal (leia-se Mitologia Grega). Razão, sensibilidade, fraternidade e fé: quadrilátero do novo tempo. Se fomos, verdadeiramente, forjados a imagem e semelhança de Deus, porque não despertarmos às potencialidades que tão bela realidade nos possa conceder? O Covid-19, antes de uma tragédia, ergue-se como oportunidade para nos reconhecermos enquanto seres de natureza divina. O momento solicita transmutarmos percalços em sabedoria. Ela, a sabedoria, o único bem verdadeiramente imperecível, aquele que nos há de impulsionar às próximas etapas da abrupta subida em busca da visão do todo...

 

Ecumenismo & fraternidade

Aqueles que acompanham a coluna percebem que o pronome pessoal “eu” foi derrubado em favor do “nós” no tocante a crenças e religiões. Essa, mais uma lição escrita na história do tempo presente e que deve nortear o “pós-coronavírus”: somos todos moradores – vulneráveis – de um mesmo planeta; sofremos as mesmas ameaças, considerando a prática indistinta da fraternidade como a única capaz de elevar nossos padrões energéticos na direção do Sagrado. Um por todos; todos por um.

 

Arcanjo da cura

“Quem és tu?”, foi-lhe perguntado. Ao que respondeu: “Eu sou o Arcanjo Raphael, um dos sete que assistimos diante do Senhor” (Tob,12,15). Seu nome, caríssimos, significa “Deus cura”: Rapha = cura; El = Deus. Citado na Bíblia em Tobias (cego curado pelo poder magnético utilizado a serviço da fé de Raphael) acumula várias missões sublimes: é o médico divino, padroeiro dos farmacêuticos, médicos e enfermeiros. Trata-se, observem, do anjo que nos traz a verdade ajudando-nos na reorganização de nossas vidas. Além de influenciar na saúde física, o digno arcanjo age, sobremaneira, na saúde do espírito, confortando nas horas de sofrimento e desespero – bem como as vivenciadas, atualmente, no orbe. Assim, em uníssono, recorramos a ele em busca das curas individual e planetária...

 

Filosofia em quarentena  

Em dias de isolamento social, uma boa dica são os vídeos de Lúcia Helena Galvão. Professora de filosofia na organização Nova Acrópole do Brasil, é uma das palestrantes mais antigas, ativas e admiradas da instituição, presente em 60 países. Nascida no Rio de Janeiro, reside, hoje, em Brasília, onde ministra aulas sobre os mais edificantes temas: ética, sociopolítica, simbologia, história da filosofia, entre outros. Poetisa, já publicou quatro livros, além de produzir artigos e crônicas, frequentemente veiculados pela imprensa nacional. Profere, ainda, palestras e conferências, regularmente, para grandes públicos. Fenômeno na internet, possui milhares de seguidores e acumula mais de 25 milhões de vi sualizações em suas conferências via YouTube. Inscrevam-se no canal Nova Acrópole e deliciem suas almas!


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