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Coluna Social 18.03.20
Publicado em 18/03/2020

Marcos Pintos

Cidade: Bagé / RS
Colunista social - Paralelo MP
Marcos Pintos

Paralelo MP

Foto: -

Ricardo Rezende Zuliani em ação durante o “Compak Sporting Grand Prix of Brazil”

“Não se apegue as coisas pequenas. Perdoe. Ame. Grite. Dê muitas risadas e chore. Seja feliz, pois uma hora você vai partir. Mas, lembre-se: as pessoas que o amam jamais vão deixar você morrer...”.

MP

Carinho sem preço

Muito doido escrever a primeira coluna vibrando na faixa dos “enta”. Na adolescência, imaginava como seria esse dia. Ele chegou. Observava as pessoas com 40 e achava aquilo de uma distância profunda. Que nada. Cá estou, estupefato, com a rapidez da carruagem, bem como com a beleza do processo evolutivo... Os problemas que antes tomavam corpos de gigantes sufocando a razão fazendo sofrer, hoje, não passam de pequenas formigas prontas a serem abatidas pela força do conhecimento adquirido. Como é bom crescer! Há algo de divino em tudo isso. A todos que mandaram mensagens via redes sociais, telefonaram ou que, pessoalmente, vieram me dar um abraço apertado, muito, muito obrigado!

 

Quarentena social

Meu coração enche-se solidariedade por aqueles que, em período nunca antes visto, precisam suspender casamentos, 15 anos, formaturas... Força, queridos anfitriões! Segunda-feira completei os 4.0. Festa linda programada no Barô. Junto a Marquito, Lucas e Ricardinho Pizarro, organizamos parabéns e tanto... Na picape, tocaria meu irmão Rodrigo Sarasol. No palco, os amigos do Som da Cor – cresci dançando ao som dos caras. Mixologista Cássio Cunha já estava preparado para produzir todos os drinks solicitados, especialmente o seu imbatível gin tônica. Não rolou. No sábado, ao medir a temperatura do mundo, percebi que, apropriado seria cancelar. Não dá nada. Celebração é estado de espírito e, o meu, com muita gratidão à vida, está em constante festa. A todos que precisaram cancelar, temporariamente, seus sonhos, meu carinho mais profundo...

 

Resgate interior

É tempo de resguardo. É tempo de resgate. Na natureza, o acaso não existe. Logo, em uníssono, aproveitemos para evoluir diante da realidade imposta. Quantos livros abanando na prateleira. Quantos filmes e séries interessantes ao dispor na NetFlix – no topo, “The Crown” –; quantos textos na gaveta... Após o término desta edição, vou abrir meus polígrafos da academia jornalística (Unisinos); ler meus diários (sim, há textos dos anos 1980 e 1990 que nunca viram a luz após sua concepção); apreciar os vídeos da filósofa Lúcia Helena Galvão (leia-se Nova Acrópole, YouTube) e, com toda gana de uma alma sedenta, dar início ao livro “Meditações de Marco Aurélio”, o imperador romano, base do estoicismo.

 

Disciplina em “home office”

Interessante. A dica mundial é trabalhar em “home office” – meu sistema de trabalho há anos. Desde que fui diagnosticado como portador do “Transtorno do Déficit de Atenção (com oito anos), sempre coloquei-me em lugares silenciosos para produzir. Trabalhar em equipe? Não, não. Parabéns a quem consegue. Admiro. Muito. Porém, tudo que vocês leem é produzido no máximo resguardo, longe de qualquer tipo de ruído ou interferência – o “caminhão do ovoooo” me deixa louco! Logo, sinto-me com autoridade suficiente para dar-lhes boas dicas em época de coronavírus... Deixe o ambiente o mais agradável possível. Valorize a luz natural – sua energia é carregada de partículas divinas que vão ao encontro do sagrado que há em você. Borrife sua essência predileta – a minha, lavanda, o cheirinho da Provence. Nunca esqueça de arrumar a casa, especialmente, a cama. Lugares insalubres atraem energias afins e vice-versa. Esteja elegante para você mesmo – há extremo prazer em passar pelo espelho e sentir-se agradável aos próprios olhos. A isso dê-se o nome de inspiração pessoal. Agora, o principal: tenha disciplina. No meu caso, que trabalho com prazos (deadline), é imprescindível seguir um protocolo. Há pessoas do meu círculo que vão rir. Mas, vou contar!  Minha hora de acordar é 6h30min; ou seja, 6h31min já é atraso. Limpo a casa, rezo, preparo o café para, às 8h – em ponto – estar em frente ao note para escrever. Não desejo para ninguém o Covid-19, porém, graças a ele, vou confessar coisas na coluna que jamais seriam ditas em “tempos normais”. Preparem-se...


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