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Coluna Social 13991
Publicado em 20/09/2013

Marcos Pintos

Cidade: Bagé / RS
Colunista social - Paralelo MP
Marcos Pintos

Paralelo MP

Foto: -

Cléo Pires optou pelo total white para brilhar na pré-estreia de O Tempo e o Vento no GNC Praia de Belas

“Ser gaúcho não é opção geográfica, é filosofia de vida”.
Cleber Martins
 
Os Gaúchos 
por Arnaldo Jabor 
O Rio Grande do Sul é como aquele filho que sai muito diferente do resto da família. A gente gosta, mas estranha. O Rio Grande do Sul entrou tarde no mapa do Brasil. Até o começo do século XIX, espanhóis e portugueses ainda se esfolavam para saber quem era o dono da terra gaúcha. Talvez por ter chegado depois, o Estado ficou com um jeito diferente de ser.
Começa que diverge no clima: um Brasil onde faz frio e venta, com pinheiros em vez de coqueiros, é tão fora do padrão quanto um Canadá que fosse à praia. Depois, tem a mania de tocar sanfona, que lá no RS chamam de gaita, e de tomar mate em vez de café. Mas o mais original de tudo é a personalidade forte do gaúcho. A gente rigorosa do Sul não sabe nada do riso fácil e da fala mansa dos brasileiros do litoral, como cariocas e baianos. Em lugar do calorzinho da praia, o gaúcho tem o vazio e o silêncio do pampa, que precisou ser conquistado à unha dos espanhóis. Há quem interprete que foi o desamparo diante desses abismos horizontais de espaço que gerou, como reação, o famoso temperamento belicoso dos sulinos. É uma teoria - mas conta com o precioso aval de um certo Analista de Bagé, personagem de Luis Fernando Veríssimo que recebia seus pacientes de bombacha e esporas, berrando: "Mas que frescura é essa de neurose, tchê?". Todo gaúcho ama sua terra acima de tudo e está sempre a postos para defendê- la. Mesmo que tenha de pagar o preço em sangue e luta. Gaúcho que se preze já nasce montado no cavalo. E, antes de trocar os dentes de leite, já é especialista em dar tiros de laço. Ou seja, saber laçar novilhos à moda gaúcha, que é diferente do jeito americano, porque laço é de couro trançado em vez de corda, e o tamanho da laçada, ou armada, é bem maior, com oito metros de diâmetro, em vez de dois ou três. Mas por baixo do poncho bate um coração capaz de se emocionar até as lágrimas em uma reunião de um Centro de Tradições Gaúchas, o CTG, criado para preservar os usos e costumes locais. Neles, os durões se derretem: cantam, dançam e até declamam versinhos em honra da garrucha, da erva-mate e outros gauchismos. Um dos poemas prediletos é "Chimarrão", do tradicionalista Glauco Saraiva, que tem estrofes como: "E a cuia, seio moreno/que passa de mão em mão/traduz no meu chimarrão/a velha hospitalidade da gente do meu rincão" (bem, tirando o machismo do seio moreno, passando de mão em mão, até que é bonito).
Esse regionalismo exacerbado costuma criar problemas de imagem para os gaúchos, sempre acusados de se sentir superiores ao resto do país. Não é verdade - mas poderia ser, a julgar por alguns dados e estatísticas.
O Rio Grande do Sul é possuidor do melhor índice de desenvolvimento humano do Brasil, de acordo com a ONU, do menor índice de analfabetismo do país, segundo o IBGE, e o da população mais longeva da América Latina, (tendo Veranópolis a terceira cidade do mundo em longevidade), segundo a Organização Mundial da Saúde. E ainda tem as mulheres mais bonitas do país, segundo a Agência Ford Models (eu já sabia!!! rss). Além do gaúcho, chamado de "machista", qual outro povo que valoriza a mulher a ponto de chamá-la de prenda (que quer dizer algo de muito valor).
Macanudo, tchê. Ou, como se diz em outra praças: "legal às pampas", uma expressão que, por sinal, veio de lá.
Aos meus amigos gaúchos, um forte abraço!
 
Flash News
·         Neste sábado, a Catedral Metropolitana São Francisco de Paula, de Pelotas, servirá de cenário para a cerimônia religiosa de casamento dos jovens Carolina Martins Rotta e Jorge Suñè Grillo Neto. A recepção, nos salões do Dunas Clube, reunirá convidados das sociedades pelotense e bageense. Carolina é filha de Miriam e Paulo Roberto Souza Rotta; Jorge, de Marialve e Renato Freire Grillo.
·         Colegas da imprensa, autoridades e produtores rurais da querência prestigiaram em peso o lançamento oficial da 101ª edição da Exposição-Feira de Bagé. O evento aconteceu durante café da manhã, terça-feira, no Café do Parque, no Visconde de Ribeiro Magalhães. Aluízio Tavares e diretoria, mais uma vez, mostraram-se exímios anfitriões.
·         “O Tempo e o Vento” será exibido de hoje até domingo no Cine 7. Os bageenses poderão conferir o filme nas sessões das 15h45min, 18h30min e 21h15min.  
·         Na noite de quarta-feira, 18, uma sessão especial na Câmara de Vereadores homenageou entidades, ginetes e cabanhas da cidade que se destacaram na 36ª edição da Expointer – e não foram poucas...
·         Durante a entrega dos certificados aos homenageados, Renato Sarmento chamou a atenção dos presentes ao externar seu incômodo com o “desprestígio” por parte da maioria dos vereadores do Legislativo que não se fizeram presentes à sessão. “Quero dizer que se o campo vai bem, a cidade também vai bem, mas se o campo vai mal, a cidade também vai mal. É um absurdo que em uma Câmara, com 17 vereadores, apenas cinco prestigiem os produtores rurais”, diz ele. #Vergonha.
·         Pedro Obino Neto a mil cuidando pessoalmente dos detalhes da última noite de Boteco & Violão da temporada. A pedida é chegar cedinho para curtir o show voz e violão de Juneco Montier. Depois, os músicos da Samba Rock e Cia comandam o espetáculo. A isenção de couver rola até às 23h30min.
·         Quem aterrissou em Bagé para prestigiar a première de “O Tempo e o Vento” foi Lilika Mattos. Funcionária da Rede Globo no Projac, a bageense foi a grande responsável por lincar a produção do filme à comunidade local no período das gravações.
·         Quem deu o chic total no lançamento do filme em Porto Alegre, quarta-feira, no GNC Praia de Belas, foram as amigas Luisa Ollé e Raquele Veiga. Luisa, atriz de grande talento, interpretou Arminda Terra, mãe de Bibiana, na primeira fase do longa. Inclusive, as fotos que ilustram a social deste dia 20 de setembro foram tiradas pela dupla. #Gracias!
·         Os formandos em Direito da Urcamp protagonizam a festa de logo mais na San Carlo. Quem agita a noite é Celinho & Banda e Matheus Oliveira.
·         Generoso como sempre, o colunista do Diário Popular de Pelotas, Flávio Mansur, sempre exaltando a parceria social entre a “Paris Gaúcha” e a Rainha da Fronteira. Dia desses, Flávio se referiu, mais uma vez, afetuosamente a MP com bonitas palavras. Isso sim é parceria. Inveja só corrói as relações, tanto em âmbito pessoal, quanto profissional. #FicaDica.
·         Tarde dessas, a coluna deu rasante no Cantegril e ficou faceira da vida ao ver que a piscina adulta está sendo cuidadosamente retocada para a temporada. Inclusive, não há quem venha de fora e não elogie o desenho arquitetônico da piscina que é, disparada, uma das mais bonitas do Estado. Sinto que a temporada verão 2014 promete marcar época. Tim-Tim! 

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