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Coluna Social
Publicado em 04/02/2013

Marcos Pintos

Cidade: Bagé / RS
Colunista social - Paralelo MP
Marcos Pintos

Paralelo MP

Foto: -

Cristina e Amilton Silveira fotografados pela coluna

O “até logo” à Ana Luísa Suñe Montano
Na manhã de sábado, todos fomos surpreendidos pela notícia do passamento da querida Ana Luísa Pons Suñe Montano. Jovem, bonita, mãe e esposa modelo, Ana pertenceu ao time das mulheres discretas, daquelas que chamam a atenção pela postura de um comportamento elegante tanto no tratar quanto no viver. As mortes prematuras parecem doer mais para nós, criaturas humanas... Assim nos diz Sansão, escritor francês de grande inspiração que decodificou com grande luz o enigma da morte: “Quando a morte vem ceifar em vossas famílias, levando sem consideração os jovens em lugar dos velhos, dizeis frequentemente: Deus não é justo, pois sacrifica o que está forte e com o futuro pela frente, para conservar os que já viveram longos anos, carregados de decepções: leva os que são úteis e deixa os que não servem para nada mais; fere um coração de mãe, privando-o da criatura que era toda a sua alegria. Criaturas humanas, é nisto que tendes necessidades de vos elevar, para compreender que o bem está muitas vezes onde pensais ver a cega fatalidade. Por que medir a justiça divina pela medida da vossa? Podeis pensar que Deus queira, por um simples capricho, infligir-vos penas cruéis? Nada se faz sem uma finalidade inteligente, e tudo o que acontece tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos atingem, sempre encontraríeis nela a razão divina, razão regeneradora, e vossos miseráveis interesses representariam considerações secundárias, que relegaríeis ao último plano”. Tais palavras de Sansão, minha gente, nos elevam a patamares mais amplos de entendimento, não subtraindo a dor que lateja no peito, mas aliviando-a pela certeza de sabermos que Deus é justo e que os nossos bem-amados estão em sua companhia longe do vale de misérias que é o plano terreno.
Lembro-me da suave Ana Luísa em dois momentos marcantes: no aniversário e no Debut da sua querida Manoela – menina que possui os mesmos predicados de leveza, suavidade e educação da mãe. Em ambos os eventos, Ana transparecia aquela brandura doce e simples que cativam as pessoas de alma sensível: Ana Luísa foi uma mulher discretamente especial. Agora, vou lhes contar algo interessante que aconteceu na quarta-feira... Ao selecionar as fotos para Fashion People (coluna social do caderno Contemporâneo), me deparei, entre as centenas de pastas que formam o meu banco de imagens, com uma da Solaetela... Nela, a primeira foto era de Ana, Manu e Michele Suñe. Ao observar o olhar de Ana, senti uma necessidade iminente de reeditar aquela imagem na coluna. Uma espécie de emoção tomou conta de mim, meus olhos marejaram inexplicavelmente e, só no domingo fui dar-me conta que na verdade aquilo tinha a sua razão de ser: uma homenagem sincrônica inspirada pelo Universo a mim na direção de Ana Luísa. Aos queridos amigos Rafael e Alexandre – pessoas por quem guardo especial amizade e consideração –; à querida Andréia e, de forma especial a Fernando, Manu e Eugênio, o maior abraço deste colunista. E não esqueçam: a morte humana não é um adeus definitivo, mas, sim, um breve “até logo” a aqueles que amamos e que nos precederam no céu. Utilizemos, assim, o amor como veículo de comunicação entre os que já partiram e os que ficaram. Que Ana possa sentir de todos nós a emanação positiva dos mais nobres sentimentos. Assim seja.

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