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Vereadores não conjugam o mesmo verbo
Publicado em 03/12/2019

Márcia Sousa

Márcia Sousa

Foto: Divulgação/FS

Depois de duas sessões especiais ontem, no Legislativo, o vereador Carlinhos do Papelão (PTB), que presidia os trabalhos, recomeçou a sessão ordinária  e abriu espaço para que os vereadores se manifestassem na tribuna – as chamadas explicações pessoais. O primeiro a falar foi Omar Ghani (PL). Depois, seria a vez de Rafael Fuca (sem partido). Só que nesse momento, Carlinhos resolveu suspender a sessão para que os vereadores fossem até o Calçadão para a inauguração do terminal de ônibus. Mas antes consultou os líderes de bancada e Fuca foi contra a suspensão, porque ele seria o próximo a falar. Como Carlinhos não voltou atrás, Fuca disse que ele estava rasgando o Regimento Interno da Câmara de Vereadores. Ao que o petebista respondeu “então rasgo” e suspendeu os trabalhos para irem à cerimônia de inauguração.
Acontece que havendo a discordância de um dos líderes, a sessão não pode ser suspensa. Isso é o que determina o Regimento Interno da Casa.

BOX
O que diz o regimento
Art. 53. 

§ 2º O horário da sessão ordinária, poderá ser alterado, com prévia comunicação de 48 horas de antecedência, no mínimo, nos seguintes casos:
    I - no interesse da Mesa Diretora, com concordância dos líderes de bancadas;
   II - por solicitação dos vereadores atendida a concordância da metade, mais um, do número de vereadores com assento na Casa.
   § 3º As alterações previstas nos incisos anteriores, serão sempre eventuais e/ou temporárias.


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