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Mourão vai às lágrimas ao falar dos vínculos familiares com Bagé
Publicado em 06/08/2019

Márcia Sousa

Márcia Sousa

Foto: Paulo Ferreira/especial FS

Homenageado recordou dos primórdios da infância na cidade

Dois momentos levaram o vice-presidente da República,  general Antônio Hamilton Mourão, às lágrimas, ontem, durante a solenidade em que ele recebeu o Título de Cidadão Bageense. Foi quando ele discursava na tribuna do Legislativo e lembrou  da casa da avó na rua João Telles e depois quando mencionou sua primeira esposa, a bageense Ana Elisabeth Rossel, já falecida.
O discurso foi breve e de cunho bem pessoal para um público seleto. Familiares do homenageado marcaram presença.  Mourão, logo no início do discurso, depois de cumprimentar as autoridades e os presentes, se dirigiu ao ex-prefeito Carlos Sá Azambuja, a quem chamou de “eterno prefeito Azambuja”.
Depois falou do pai amazonense, que veio para a Rainha da Fronteira e conheceu sua mãe aqui, a bageense Wanda Mourão. Após falou sobre os primórdios de sua infância na cidade. Com exatidão citou nomes de amigos, inclusive das irmãs franciscanas, Estefânia e Fidelis, quando ele estudou no Colégio Franciscano Espírito Santo. 
O vice-presidente citou o surgimento de Bagé, que, segundo ele, nasceu de um acampamento militar e se tornou uma cidade pujante e conhecida em todos os lugares. “Dizia um tio meu que existem três capitais no mundo – Bagé, Paris e Londres, não necessariamente nessa ordem”, brincou. E acrescentou que a Rainha da Fronteira permeiou toda sua vida.
E contou fatos pitorescos da época, como a matinê das 13h30min no cine Avenida, a troca de gibis na frente do Glória, as compras que eram transportadas de carroça para casa, os jogos do grupo de amigos no Tênis e a paquera até por volta das 22h. “Depois disso, nos reuníamos no Bar do Cabral, onde se discutia de tudo, não havia sectarismos e nem divisões”, recordou o homenageado.


Recordação especial
No momento em que lembrou a esposa já falecida, Ana Elisabeth Rossel, a quem chamou de Betinha, a voz do general embargou e, em tal momento, ele chorou. Depois contou que tiveram dois filhos que lhes deram cinco netos. “A emoção que está dentro de mim hoje é fantástica”, falou em meio as lágrimas.
O proponente da homenagem, vereador Antenor Teixeira (PP), falou dos vínculos familiares de Mourão com Bagé e que o momento se reveste de uma formalidade ímpar. “O senhor já era um filho de Bagé”, afirmou.
Ao se dirigir ao vice-presidente, o prefeito Divaldo Lara disse que o que os presentes na solenidade estavam lá não apenas para conceder o Título de Cidadão Bageense, mas para abraçar Mourão “e dizer que estamos no seu costado”.
O prefeito informou que solicitou ao vice-presidente um curso de Medicina para Bagé, um hospital para criança e a expansão das escolas cívicos-militares.


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