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Fim das coligações proporcionais mexe com tabuleiro político
Publicado em 10/09/2019

Márcia Sousa

Márcia Sousa

Foto: Divulgação/FS

Incógnita para que partido deve ir Rafael Fuca

A eleição do próximo ano para vereador será diferente. Várias mudanças nas regras eleitorais entrarão em vigor. Uma das alterações mais significativas e que vai mexer com o tabuleiro eleitoral é o fim das coligações proporcionais (vereador). Mais do que nunca, os partidos têm que trabalhar com afinco para conseguir nomes de peso e com representação política para disputar o pleito de 2020. O desafio maior das legendas fica por conta das candidaturas femininas.
Em Bagé, enquanto maioria dos partidos trabalha nos bastidores, vislumbrando uma nominata forte para concorrer no ano que vem, o PP, desde que a vereadora Sonia Leite assumiu a presidência do diretório do partido, é um dos que caminha a passos largos no sentido de montar um nominata combativa para o Legislativo.
Desde que assumiu o comando do partido, em maio deste ano, Sonia tem tornado público pelas redes sociais todos os movimentos dos progressistas. Uma das metas maiores dela era trazer novos filiados e atrair os antigos que estavam ausentes.
Antes do fim das coligações proporcionais, os votos de todos os candidatos e partidos de uma coligação eram somados conjuntamente, favorecendo os mais votados da aliança. Ou seja, quem conquistava cadeira na Câmara de Vereadores eram as coligações, e não os partidos de forma isolada. Agora, com a minirreforma política, as legendas terão que contar com seus próprios votos. O desafio se torna maior para os partidos nanicos.
Na prática, isso vai ser uma oxigenação para os partidos. Não vai ser uma eleição nada fácil para ninguém. Esse novo quadro obriga mudanças efetivas na forma de os partidos fazer política.
A colunista tem conversado com lideranças políticas de Bagé sobre esse novo cenário. Todos estão muito focados em formar uma nominata com nomes representativos para o pleito de 2020. 
Até porque as coligações permanecem para majoritária (prefeito). E, nesse quesito, o quadro praticamente é definido para o ano que vem. O prefeito Divaldo Lara deve concorrer à reeleição, a oposição por sua vez vai apresentar um nome e sempre aparecem aqueles candidatos, uns dois ou três que correm por fora. 
“Janela partidária”
Então, os esforços estão bem concentrados na proporcional. Importante frisar que a “janela partidária” para quem quiser trocar de partido deve ser a partir de março de 2020. É a chance que os vereadores têm para trocar de partido para concorrer nas eleições. Essa é a uma oportunidade para que o vereador não perca o mandato.
Esse deve ser o caminho do vereador Omar Ghani (PL). Ao que tudo indica, ele vai aproveitar a “janela partidária” para trocar de legenda. Existe a possibilidade de um ou mais vereador trocar de partido para concorrer. Porém, nada confirmado ainda – apenas rumores de bastidores.
A incógnita fica por conta do vereador Rafael Fuca, hoje sem partido. Recentemente, ele foi expulso do PT. No segundo mandato, Fuca é um dos mais jovens da Câmara de Vereadores e com atuação destacada, agora resta saber para que legenda ele irá para concorrer no pleito de 2020.
 


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