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Centro Regional de Perícias precisa sair do papel
Publicado em 06/12/2019

Márcia Sousa

Márcia Sousa

Foto: Divulgação/FS

Sonia mostrou três pastas com registros sobre essa obra

A necessidade de um Centro Regional de Perícias em Bagé, para que toda a região seja atendida, é um assunto que começou a ser discutido desde 2006 na Câmara de Vereadores. Na época, esta colunista fazia editoria de segurança no jornal Minuano. Portanto, acompanhou como poucos essa luta que se estende até agora e que só não “morreu” porque a vereadora Sonia Leite encampou essa bandeira. Em 2006, aconteceu uma série de acidentes com mortes e, para aprofundar mais o desespero dos familiares, o corpo da vítima ficava horas a fio estendido nas rodovias à espera de peritos vindos de algum lugar. O drama foi tanto que essa realidade pautou muito jornais e emissoras de rádio. Naquele ano, foi realizada uma audiência pública na Câmara de Vereadores, que contou com a presença de diretores do Instituto Gerald e Perícias (IGP), representantes da Segurança Pública e familiares de vítimas. A partir disso, na época, os vereadores que arregaçaram as mangas em torno dessa causa foram Graciano Pereira (Dem) e Paulinho Parera (PT). Depois, Silvio Machado (PT) levantou essa bandeira.
Assim que retornou ao Legislativo, Sonia pegou essa causa como questão de vida e nunca mais parou. Terreno foi disponibilizado para construção do Centro Regional de Perícias; projetos foram feitos e refeitos ao longo do mandado da progressista, que tem ido com frequência ao IGP em Porto Alegre para tratar desse assunto. Ela tinha como aliado nessa causa o prefeito Divaldo Lara, que a acompanhou algumas vezes. Ontem, de posse de três grossas pastas com documentos sobre esse assunto, Sonia foi à tribuna durante a sessão ordinária para falar sobre essa causa. Ela contou que todas as viagens que fez em torno dessa obra foram sem diárias e com o apoio do esposo, Adão Leite.

Preocupada com a situação, a vereadora pediu apoio nessa luta ao governo do prefeito Manoel Machado. “Preciso de uma força do governo, pois é preciso dar sequência aos projetos”, disse.


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