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Aliado do governo Fuca adota postura diferente nessa gestão
Publicado em 04/12/2019

Márcia Sousa

Márcia Sousa

Foto: Divulgação/FS

Vereador disse que pretende seguir mesma linha de antes

Quem acompanha com afinco as manifestações dos vereadores na tribuna em dias de sessões tem observado que o tom de Rafael Fuca (sem partido) mudou em relação ao governo municipal. Embora se mantenha aliado à administração do prefeito Manoel Machado, ele tem sido mais incisivo nas críticas e cobranças, e a relação não é mesma que era com Divaldo Lara.
Embora criticasse o que julgava necessário na gestão de Divaldo, maioria das vezes, ele reconhecia os feitos do governo petebista, o que resultou na expulsão dele do PT.
Recentemente, Fuca procurou Machado e foi recebido no gabinete do chefe do Executivo, onde apresentou algumas demandas relacionadas ao Fundo de Pensão e Aposentadoria do Servidor (Funpas).
Logo depois, acompanhado do vereador Lélio Lopes (PT), foi a Porto Alegre onde tratou de assuntos referentes a Bagé em órgãos governamentais. Uma dessas agendas foi no Departamento de Assistência Hospitalar Ambulatorial para tratar sobre tema relacionado aos autistas. Fuca informou que existe uma demanda muito grande, pois a entrega de aparelhos auditivos em Bagé está atrasada desde 2016. E afirmou que os repasses do governo do Estado referente a esse serviço estão em dia. “São depositados mês a mês no Fundo Municipal de Saúde”, assegurou. E detalhou números da fila de espera dos municípios atendidos e o montante que foi pago pelo Estado de janeiro de 2016 a junho de 2019, ao fundo municipal.
Questionado sobre esse assunto, o vereador disse que vai se reunir com os responsáveis pela saúde do município e da 7ª Coordenadoria Regional de Saúde para tratar desse tema.
Linha mais dura
Sobre a nova postura adotada na gestão de Machado, Fuca argumentou que com Divaldo era outra forma de trabalhar e que sempre que tinha uma demanda contava com facilidade para encaminhá-la; era recebido pelo chefe do Executivo para tratar do assunto e obtinha retorno. Segundo ele, hoje, para agendar uma reunião com o prefeito tem que ser por meio de assessores. “É uma gestão diferente mesmo que seja uma sequência do governo”, disse.
E lembrou que  foi por apoiar e reconhecer a gestão do governo municipal que foi expulso do PT. Quanto às críticas e apontamentos na tribuna, o vereador alegou que é uma forma de alertar a administração sobre os problemas.  E garantiu que o objetivo é colaborar com o governo, pois quer seguir na mesma linha que adotou na gestão de Divaldo.


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