Agronegócio: cenário em meio ao Covid-19
Publicado em 06/04/2020

Marcelo Lopes Vieira

advogado, especialista em direto previdenciário, com pós graduação em Direito Processual e do Trabalho e Direito Ambiental.

Marcelo Lopes Vieira

Em meio a tantas incertezas relacionadas ao operacional da cadeia e ao comportamento da demanda, seja interna ou externa, para curto e médio prazos, o mercado pecuário esteve instável no correr de março, conforme apontam pesquisas do Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Os preços da arroba do boi gordo iniciaram março bastante firmes, sustentados pela baixa oferta de animais para abate. No início da segunda metade do mês, o avanço de casos de coronavírus no Brasil trouxe incertezas aos agentes de mercado consultados pelo Cepea, que passaram a trabalhar com bastante cautela. 
No encerramento de março, entretanto, o cenário voltou a se alterar. Neste caso, o aquecimento da demanda do varejista no mercado atacadista, no objetivo de abastecer os supermercados, resultou em novo movimento de elevação nos preços da arroba, de acordo com pesquisadores do Cepea, que acabaram recuperando as perdas registradas em meados do mês.
O relatório dos impactos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no setor agropecuário, elaborado pela consultoria demonstra como reagiram os mercados pelo mundo e no Brasil, as repercussões sobre as exportações brasileiras e a movimentação dos preços das principais commodities agrícolas no dia.
Alguns destaques
Dólar à vista fecha em alta de 1,14%, cotado a R$ 5,3261, sétima semana consecutiva de valorização;
Petróleo Brent teve forte alta de 13,93% na sexta-feira, para US$ 28,34 o barril, fechando com ganhos semanais superiores a 30%;
Ibovespa fechou em baixa de 3,76%, para 69 537 pontos, rompendo o patamar dos 70 mil pontos;
O milho é pressionado pela forte queda dos preços do petróleo, que reduz a competitividade do etanol produzido nos Estados Unidos;
A soja é pressionada pela queda do petróleo, que reduz a competitividade do biodiesel – globalmente, 24% da produção do biocombustível tem como matéria-prima o óleo de soja –, mas o principal fator é a forte desvalorização do real, que torna a soja brasileira mais competitiva no mercado global; além da estimativa de aumento de 9,7% da área plantada nos Estados Unidos na safra 2020/2021.


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