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Precisamos parar de só falar da educação II (incompleto)
Publicado em 08/04/2019

João Batista Monteiro Camargo

E-mail: camargojoao@hotmail.com
João Batista Monteiro Camargo

Ao final, chegamos ao entendimento que é fácil falar da educação, difícil é agir na proporção que nos cabe para melhorá-la. É fácil chamar de heroína a professora que deu a vida para salvar os alunos. É uma heroína mesmo, sem dúvidas, difícil é reconhecer os outros heróis e heroínas quase anônimos, que estão por aí dia após dia salvando os nossos filhos, com salários parcelados, pais e alunos desrespeitosos os agredindo física, verbal e moralmente; com planos de carreira defasados, sem reconhecimento e sem vislumbrarem melhoria. É fácil fazer com que cantemos o hino nacional, o difícil é fazer com que todos cantem realmente orgulhosos do Brasil, sentindo um Brasil plural e que represente a todos. Aprendemos por obrigação, o amor até pode acontecer, mas muitos estão na escola pela obrigatoriedade e lá só permanecem enquanto são obrigados. Ao contrário disso, somos professores por amor, não seria por obrigação, mas a obrigação é inseparável desse amor, a obrigação de melhorar pessoas, “escolheu ser professor por que quis...  tem que ter amor...” lógico que, sim, mas o amor ainda não paga boleto. Além disso, o amor não é o responsável pelo orgulho de conseguir ser um agente modificador de pensar e responsável pelo melhoramento humano, individual e coletivo, a nossa obrigação, sim, é a responsável. Se ao final desse texto uma pessoa perguntar ao filho, o que você aprendeu hoje e dedicar quinze minutos para compartilhar dessa nova experiência; e se ao final desse texto alguém disser a um professor, obrigado pela sua contribuição para o mundo, a minha missão do dia, enquanto professor já estará cumprida.  A educação liberta, mas precisamos parar de “apenas falar sobre ela”, como exigir libertação de quem ainda está sob amarras?




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