No Ar
Folha do Sul
Web Rádio

PAPO DE ELEVADOR - 9 DE NOVEMBRO
Publicado em 09/11/2019

Gladimir Aguzzi

Gladimir Aguzzi

Foto: Reprodução/FS

Começou o jogo

Outro dia, um passarinho, desses que costumam visitar o radialista Edgar Muza, veio me cutucar para dizer que o deputado estadual Luiz Mainardi mandou recado para Manoel Machado, atual prefeito de Bagé. Trata-se de emenda parlamentar de um deputado federal petista para o município. Afinal, Machado aceita ou não aceita?

Mal na foto

Quem conhece política sabe muito bem que para um repórter ou colunista, muitas vezes, não importa o que o político diz, mas o que o político não diz. Pois bem, o que Mainardi não deve ter dito é que vai querer fazer a entrega da emenda em um ato solene, com direito a foto de petistas ao lado de Manoel Machado. Mas, por quê?

A peça cravada do xadrez

Por quê? Simples. Porque a foto do prefeito com petistas causará mal-estar ao PTB, PP, PSDB e PSL, principalmente. Não sei se enquadro o DEM, MDB e PSD nessa. Talvez.

Enfim, se o PT conseguir desmontar a base política de Machado em uma provável candidatura em 2020, estará dando um importante passo para a sua volta ao poder Executivo.

Como no xadrez, uma peça cravada protege o rei. E só.

 

A encruzilhada

Como diria um “famoso” detetive diante desse quadro dantesco montado pelo PT:

- Elementar, meu caro Watson. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Ou seja, se não aceitar a emenda está abrindo mão de um recurso que o município precisa. Se aceitar provocará em algumas cabeças a ideia de “simpatizo com a turma do Lula livre”.

“Sou o que sou”

Eu. Aqui desse elevador parado, acredito que Manoel Machado dirá sim à emenda.

- Sou uma pessoa educada, deverá reafirmar como já tem salientado.

No entanto, confiará no seu histórico político. De alguém que saiu do PL quando o PL começou a se aproximar do PT e que há mais de 30 anos tem demonstrado que não cultiva nenhuma simpatia pelas ideias petistas.

Podemos em Bagé

Soube que o Podemos, partido de Álvaro Dias, Romário e Lasier Martins, deve surgir em Bagé. As tratativas ainda são incipientes.

Logo após a votação de quinta-feira no STF, que definiu a fatídica decisão de não prender após julgamento em segunda instância, o Podemos lançou nota oficial contra a posição e afirmando que o Congresso Nacional precisa dar uma resposta à sociedade, reafirmando a prisão em segunda instância. 

“Somos todos Lava Jato”

O Podemos é o partido que mais demonstra ser a favor da Lava Jato. As manifestações nas tribunas do Senado e da Câmara Federal oferecem um extrato da união das bancadas e da direção nacional contra a corrupção.

Menos Brasília

A promessa de campanha de Jair Bolsonaro sustentada na frase “mais Brasil menos Brasília” está no Projeto de Emenda Constitucional do Pacto Federativo, que prevê a extinção de municípios que não conseguem se sustentar com receita própria. Aqui na nossa região se enquadram Pedras Altas e Aceguá.

O grito dos descontentes

É óbvio que ouviremos o grito de protesto das autoridades desses municípios. Afinal, tem política envolvida, tem vereadores, secretários e prefeitos. É óbvio que ouviremos famílias dizendo não porque é o emprego dos seus que está em jogo. É óbvio que virá à tona lembranças de como eram tais municípios antes da emancipação, o descaso das prefeituras das cidades-mãe. Tudo é óbvio. E como enfrentar esse imbróglio sem o debate aberto?

Uma compensação é possível

Mas, ainda sobre o Pacto Federativo, não será melhor para o todo? Não será melhor se uma lei do tipo “gasto mínimo com saúde” contemplar esses municípios transformados em distritos?

Se o governo federal pudesse incorporar os servidores concursados desses municípios no quadro funcional da União, a “grita” teria a mesma intensidade? Acredito que não. Portanto, sem demagogia, sem pensar nos votos dos municípios ameaçados, o debate deve ser aberto e franco.

As filas da saúde

Desde que me conheço por gente ouço uma história sobre saúde pública: filas em postos e falta de ficha para atendimento.

As reclamações se estendem, mas acredito que essas eram as mais ouvidas. Ontem, quando soube do anúncio do início do funcionamento do Programa Saúde na Hora em Bagé lembrei-me daqueles problemas, que pareciam eternos.

Além do horário

O Saúde na Hora, como os leitores podem constatar em reportagem do jornal Folha do Sul, tem por objetivo atender além do horário normal. Ou seja, das 7h30min às 19h30min. Embora a intenção seja chegar às 21h. Para isso, a Secretaria Municipal de Saúde recebe um incremento de recursos.

Em Bagé, quatro centros de referência contarão com o programa, abrangendo norte, oeste, leste e sul da cidade.

 


Deixe sua opinião