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PAPO DE ELEVADOR 5 DE MARÇO
Publicado em 06/03/2020

Gladimir Aguzzi

Gladimir Aguzzi

Foto: Roberto Castro/MTurismo

Regina Duarte
Assisti a solenidade de posse da nova secretária especial de Cultura, a atriz Regina Duarte. Teatral e, talvez por isso mesmo, autêntica, Regina se pronunciou na apresentação carregada de boa intenção. Parecia alguém que falava pela família brasileira. Fiquei com essa impressão. Trouxe à lembrança uma mulher que passou os anos 70, 80, 90 e 2000 em nossas casas. Trata-se de um ícone da cultura popular. 

Brasil cultural
Gosto de Regina Duarte. Apesar de José Abreu não gostar que se goste dela. Ou, talvez, por isso mesmo. Quanto ao que ela pode fazer pela cultura brasileira, é outro assunto. Sou otimista. Não sou da turma do quanto pior melhor. E penso que se ela facilitar os feitos culturais e artísticos do Brasil imenso já estará realizando muito. Vivemos uma transição.
Precisamos encontrar nosso caminho. 

Cultura gera educação
No seu discurso, a nova secretária de Cultura do Brasil destacou o que está na Constituição, que sua missão é “apoiar, promover, incentivar, dar acesso à riqueza cultural de um povo”. 
Regina informou que cultura gera educação. E é nesse aspecto que quero me apegar. Porque sempre defendi, em uma trajetória que vai longe, que cultura gera educação e educação gera cultura. E não há salvação se não levarmos a cultura para as escolas.

Segredo do futuro
Só existe uma fórmula para fazer um futuro promissor: levando cultura às escolas, a todas as crianças e adolescentes. Não se faz cultura com uma política de eventos. Evento é uma pequena parte do todo. A cultura responde uma pergunta básica e fundamental: - Como e por que chegamos até aqui? 

O sentido da vida
Sem saber disso, o ser humano não sabe nada e não compreende sua missão de amor, de fraternidade e de bem-estar. Sem saber que a trajetória humana foi feita de guerras, descobertas, conquistas, encontros e desencontros, e que essa trajetória fez com que descobrisse a solidariedade para ser feliz, construindo a família, o clã, a habitação, até chegar à missa de domingo, sem saber isso, nada saberá e pouco valerá a pena na vida. 

Quase ingênuo
Ouvir o discurso otimista e quase ingênuo de Regina Duarte sobre o que temos de fazer para manter e promover a cultura nacional, levou-me a refletir sobre o quanto é necessária a escola, a criança, o professor, a família, a integração, os valores do coração, do ser solidário. Sem isso, não teremos um futuro de paz e amor. Sem isso, nossas crianças crescerão sem saber que toda a pessoa precisa de outra que a ajude, e se fará egoísta e triste.

O saber e o não saber
Se a cultura não for para as escolas como uma fonte essencial de construção de futuro, nossos adolescentes crescerão sem saber que arroz não surge mágico numa prateleira de supermercado, que as praças não brotam do chão para atrapalhar a construção de edifícios, que visitar alguém no hospital pode curar mais que médico, que estamos sempre à procura de um culto para comungarmos todos juntos, unidos pela mesma fé.

Rebeldes e revoltados
Espero que com tais pensamentos não esteja frustrando os “rebeldes sem causa”. Pois, mesmo eles, precisam compreender que jamais deixarão de existir, porque são necessários. Não basta viver. É preciso um motivo para viver. É para compreender isso que se percorre um caminho. Nesse caminho, a rebeldia e a revolta formam personalidades. 

Raízes culturais
Tomara a cultura nacional compreenda que sem a inserção na escola o caminho será tortuoso e sem sombras. É preciso compreender desde o descascar de laranja no sol de outono até o batucar intuitivo de um menino na sala de aula. São raízes culturais que mostram de onde viemos e nos ensinam que para onde vamos é preciso ir com amor e solidariedade.  

É para nós
Esta minha análise e opinião sobre como deve ser inserida a cultura na sociedade é para o nosso município, é para a política cultural que devemos ter. É preciso compreender a cultura nacional e ela começa aqui, no nosso bairro, nas nossas escolas.

Partidos em alvoroço
Os partidos políticos do Brasil inteiro começam um processo muito delicado para formar suas nominatas de candidatos a vereador. Isso implica em saber se o partido onde cada candidato está corresponderá aos seus anseios, seja como pensamento, seja como possibilidade de atingir o quociente eleitoral necessário. Em Bagé, cada partido deverá somar 4,2 mil votos para a eleição de um vereador. 

PP, PT e PTB
Já escrevi aqui que PP, PT e PTB são os mais consolidados. Têm nominata para eleger de dois para cima. Embora previsão em tempos tão estranhos na política é algo muito arriscado. As outras siglas correm e montam seu quebra-cabeça. Embora tenham algumas que parecem existir, mas não têm registro no Tribunal Eleitoral.

Partidos reais e não reais
Por exemplo, o Podemos conseguiu seu registro provisório em Bagé esta semana; o PSD está em processo de definição e deve conseguir o registro nos próximos dias, e há casos de estranhamento, como o do PSOL, em que a vigência extrapolou em 2018 e ainda não foi regularizado. O mesmo ocorre com a REDE, que está suspenso. Portanto, não existe. Essa turma toda deve correr para assegurar participação na eleição deste ano.  
Semana que vem volto ao tema e apresento alguns dirigentes responsáveis pelos partidos em Bagé. 


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