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PAPO DE ELEVADOR 30 DE NOVEMBRO
Publicado em 30/11/2019

Gladimir Aguzzi

Gladimir Aguzzi

Foto: Reprodução/FS

Às mentes sanas

Eu sou mais um brasileiro que não aguenta mais ouvir o Lula dizer que é inocente, a alma mais honesta do mundo, que Moro e Dallagnol são criminosos (não ele, Lula), enfim. Palavras, palavras e palavras, que mostram às mentes sanas o quanto é insano quem as diz.

O inacreditável

Lula está condenado até a terceira instância, chegou ao Superior Tribunal de Justiça, no caso do tríplex do Guarujá. Saiu da cadeia no dia 8 de novembro, porque o Supremo Tribunal Federal decidiu que não se prende mais após a segunda instância, deve-se deixar correr todo os recursos possíveis - e impossíveis, porque sempre há quem descubra algo inacreditável.

O que quiserem

Lula está inelegível pela Lei da Ficha Limpa, a Lei nº 135/2010. Ali diz que não podem ser candidatos os condenados por órgão colegiado, a segunda instância. Mas, do jeito que estão as coisas da Justiça no Brasil, de repente, anula-se as condenações ou recorre-se a um pedido de medida cautelar na Lei de Ficha Limpa e seja o que aqueles “famosos de toga” decidirem.

A ladainha

Lula voltou a ser condenado no último dia 27, no caso do sítio de Atibaia, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o TRF4. Por unanimidade. Aliás, Lula teve a condenação confirmada e a pena aumentou. Foi para 17 anos e um mês.

Eu, que não aguento mais ouvir a ladainha do senhor Luiz Inácio, estou na mesma situação daqueles que não aguentam mais ouvir aquela história de “não vai ser confirmar a condenação, juiz parcial, hackers, Lula livre”.

Verborrágicas

Não entendo como alguém pode achar que o ex-presidente (e agora também ex-presidiário) seja inocente. Assim como não posso entender como Lula sai da cadeia atirando para todos os lados. Ou é muito teimoso e não quis ouvir ninguém ou ninguém se atreve a contestá-lo em suas sandices verborrágicas. Porque o caos que Lula prega é de quem parece que nada tem a perder enquanto ainda estiver livre.

Euforia de ex-presidiário

Lula declarou ao jornal espanhol El País que “certamente teremos manifestações no Brasil”. E disse mais grave ainda: “Um pouco de radicalismo faz bem à alma”. Depois conclamou a resistência como os povos do Chile e da Bolívia. Por mais que pensemos que é euforia de quem acabou de sair da cadeia, a verdade é que aquele lugar confortável em que esteve em Curitiba nem de cadeia pode ser chamado.

Tudo por 2022

O PT está investindo tudo nas eleições do próximo ano. Lula quer essa demonstração de força. O movimento é para ganhar prefeituras e construir uma base forte para 2022. E como já foi dito em outra ocasião, “fará o diabo para ganhar em 2020” as prefeituras de capitais, grandes cidades e cidades polos, como Bagé.

É um perigo o que essa gente é capaz de fazer. Primeiro vão tentar implantar o caos no Brasil e depois faturar com esse caos.

Alerta geral

Dentro dessa perspectiva de obter sucesso com o plano traçado, Lula e o PT vão contar com o apoio da esquerda na América Latina, que semeará a bagunça nos países em que não estão no poder. A direita tem que parecer vilã e a esquerda tem que surgir como salvadora da pátria. Ou das pátrias.

Se as mentes sanas do povo brasileiro não estiver alerta, sabe-se lá o que pode sair daí.

2020 já!

Aqui em Bagé não será diferente. Há um cheiro de enxofre no ar e sabemos quem anda espalhando. Denúncias, panfletos, conchavos, candidaturas, diz-que-diz-que, tudo faz parte de uma estratégia que culminará nas eleições do ano que vem.

Quem viver, verá.

A bomba posta

Bagé é um ponto forte nesse nó górdio engendrado pelo PT. Pensar “fora da caixa” é o único remédio para tentar evitar que o pior aconteça. A população precisa saber que a cidade não pode ser parte dessa montagem que abalará as estruturas do Brasil e da América Latina.

Portanto, todo e qualquer gesto tem de ser no sentido de desarmar a bomba.

O poder e a desagregação

Porque é preciso pensar que para o PT voltar ao poder em Bagé basta desagregar o grupo que está no poder. Mais de 60% disso já foi feito. Agora, a estratégia é provar que quem ficou não tem condições de administrar, tocar obras e cuidar das finanças. A estagnação ou o malfeito serão parte de um plano que dará a certeza que o povo desta terra errou ao escolher os governantes e que não poderá errar de novo.

O futuro e o passado

Sendo assim, quem não soube escolher e agora está sem saber o que fazer seja orientado por quem chegará com uma máscara nova, cheia de penduricalhos e imagens que mostram um passado que talvez tenha sido melhor. O problema é que esse passado é prenúncio de um futuro caótico.

Só aqueles convencidos que não souberam escolher em passado recente receberão de mãos beijadas a certeza que agora aprenderam a não errar. E errarão. 

                                 

 


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