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Papo de elevador - 3 de agosto de 2019
Publicado em 03/08/2019

Gladimir Aguzzi

Gladimir Aguzzi

Foto: Reprodução/FS

Uma imagem apenas ilustrativa dos primeiros carros

Águas de lá e cá
Prefiro escrever sobre nossa aldeia que sobre os acontecimentos que permeiam águas distantes. Prefiro vigiar o arroio Bagé que o lago Paranoá. Mas algumas águas que contaminam lá estão sendo preparadas para contaminar aqui.  

Cantos que não me encantam
Tenho analisado, criticado, elogiado e discorrido sobre alguns acontecimentos do governo federal, Jair Bolsonaro e a nova política brasileira. Prefiro não ir pela modinha ou o status quo do fica desse lado que é mais intelectual e dá impressão de mais inteligente. Bobagens de um canto de sereia que me encantava nos primeiros passos da vida adulta. Agora, não. 

Conduzindo verdades
A grande imprensa brasileira está contra Jair Bolsonaro e está a favor da esquerda farsante do Lula Livre. Nunca gostei desse tipo de sentença e nunca pensei que fosse escrever esse tipo de julgamento sobre a imprensa.  Mas é o que está estampado em jornais, rádios, revistas e canais de tevês. Estampado de várias formas e matizes, que resulta em uma estratégia não muito nova de conduzir verdades, mentiras e omissões que interessam. 

Dallagnol, o alvo
Esta semana, por exemplo, li as manchetes sobre Deltan Dallagnol e as mensagens roubadas e vazadas pelo tal portal The Intercept e copilada pela Folha de São Paulo. São manchetes que não fecham com o corpo da matéria, como aquela “Deltan incentivou cerco da Lava Jato a Toffoli”. Mentira. Houve um depoimento da OAS sobre reforma na casa do ministro e Deltan, como procurador, registrou “temos que ver como abordar esse assunto, com cautela”. O que há?

Ridicularizando o Brasil
Onde está o crime de Deltan? Esse “Glen Green”, um farsante em plena militância petista, admirado por Manuela D’Ávila e outras farsas da mesma linha, tem como missão soltar Lula e ridicularizar a democracia brasileira e o Brasil. Ele não tem outro objetivo na vida. E não é por ideal, está lucrando com isso. 

Nada sobre nada
Leiam esta manchete do jornal ZH: “Em novo suposto diálogo, Deltan avaliou suspeita contra Flávio Bolsonaro e possível reação de Moro”.  Não é preciso analisar, caros leitores. A manchete expõe um emaranhado farsante: “novo suposto”, “avaliou suspeita” e “possível reação”. É o nada sobre nada. Ou melhor, é “tudo” para achincalhar a República. É o jornalismo “ninguém solta a mão”, “tamo junto”. 

Montanha fora
E a Comissão da Verdade? Ou melhor, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. Pois tinha como um dos seus membros o deputado federal Paulo Pimenta. O Montanha da lista de propinas da Odebrecht. Bolsonaro trocou o Montanha pelo deputado Filipe Ribeiro, do PSL. Nem conheço esse Filipe, mas conheço o outro e sei como pensa, o que quer e como age. Sei de suas falas. 
Ora, ele que vá integrar a Comissão dos Desaparecidos da Venezuela!

Assim é difícil
Por essas e outras, aqui narradas, será muito difícil tornar o Brasil um país de primeiro mundo, com emprego pleno, casa para todos, saúde digna, tendo à sombra essa esquerda farsante brincando de maldades cruéis, impondo seu pensamento irresponsável e fazendo de tudo para voltar ao poder, seja em Brasília, no Piratini, ou aqui na Prefeitura de Bagé. 

70 mil carros em Bagé
Outro dia li uma reportagem anunciando que Bagé tem 70 mil automóveis. Já havia ouvido isso do secretário de Mobilidade Urbana, Luís Diego. Confesso que achei um exagero para uma cidade de 120 mil habitantes. Lembrei de um livro publicado pelo Museu Dom Diogo de Souza, Fundação Áttila Taborda, sob a reitoria de Morvan Meirelles Ferrugem. Livro escrito por Cláudio Leão Lemieszek, O Automóvel em Bagé, de 1995.

Primeiro automóvel
Pois está no livro que o primeiro automóvel em Bagé chegou nos primeiros meses de 1904. Havia 19 anos do primeiro registro de patente de um veículo motorizado no mundo, de três rodas. No jornal O Dever, de 24 de abril de 1904, está escrito: “No manifesto do vapor alemão Holsatia, há poucos dias chegado ao Rio Grande, procedente de Hamburgo, vem mencionado um automóvel encomendado por Emílio Guilayn, conceituado industrialista desta praça”. 

Primeiro táxi
Com a chegada do automóvel a cidade começou a se replanejar, as empresas buscavam alternativas de oferecer maior comodidade aos clientes com a ajuda do automóvel. “A Mensagierie” de Legg e Cia. comprou um carro para serviços de recados e encomendas, em 1907. No entanto, oferecia-se para transportar passageiros “a qualquer hora do dia ou da noite, a preços razoáveis”. Eis o primeiro táxi. 

Primeiro acidente
Já em 1912 era tanto automóvel em Bagé que cronistas e críticos de plantão começaram a reivindicar normas para disciplinar o trânsito e punir os infratores. Pois o primero acidente registrado foi nesse ano, no dia 20 de janeiro, quando o menino Ernesto Maciel, que atravessava a 7 de Setembro na altura do Mercado Público, foi apanhado por um veículo Humber, em velocidade considerável. Socorrido e levado à Farmácia Central foi atendido pelo médico doutor Ponsati.    


 


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