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PAPO DE ELEVADOR 18 DE FEVEREIRO
Publicado em 18/02/2020

Gladimir Aguzzi

Gladimir Aguzzi

Foto: Arquivo pessoal

“Montanha”

Na edição de 6 de julho do ano passado comecei esta coluna assim: “Confesso que não sabia e que descobri só esta semana através da Câmara Federal que existe um tal de ‘Montanha’ na política nacional, e se trata de alguém que já esteve muito próximo de nós bageenses.”

Alcunha da Odebrecht

E continuei, para depois discorrer minha opinião sobre essa personalidade próxima de nós: “Montanha é uma alcunha fornecida a custo de propina pelo departamento de corrupção da Odebrecht ao deputado Paulo Pimenta, do PT, segundo delação da Lava Jato.

Paulo Pimenta é aquele que foi apresentado a Bagé pelo então prefeito Luiz Mainardi e que hoje só tem um motivo de vida: desqualificar o juiz Sérgio Moro e soltar criminoso da cadeia.

Ah, ele também gosta de elogiar o ditador da Venezuela.”

 

A Constituição e eu

Pois bem, aquela coluna de julho do ano passado motivou o deputado a me processar. Aliás, a mim e ao jornal Folha do Sul. Logo ele, jornalista e que diz o que bem quer “escondido” na armadura da imunidade parlamentar. Porém, o petista incapaz de uma autorreflexão, que defende aquela camarilha que saqueou o país, esqueceu que nada fiz se não apontar, analisar e opinar sobre sua vida pública. A Constituição Federal está ao meu lado. 

Venceu a liberdade de expressão

A Justiça ficou ao meu lado. Destaco que a vitória sobre a investida de Paulo Pimenta contra mim teve à frente o advogado Felipe Brasil, que atuou em defesa da liberdade de expressão de forma brilhante e eficiente. Principalmente, ao levarmos em consideração que o “ilustre deputado” fez um pedido de tutela provisória de urgência. Trocando em miúdos, como a pretensão era indenizatória, alegando danos morais, o petista, nesse pedido, pretendia me calar. Lembram daquela história de controle social da mídia?... Pois é.

                                       

Um reconhecimento

Ao mesmo tempo em que agradeço o empenho e o interesse do advogado Felipe Brasil, lembro aqui as vezes em que o doutor João Bosco Abero defendeu meu direito à liberdade de expressão. Nessa trajetória, todas as tentativas de impedir meu direito de opinar vieram do PT, o que faz mais de 30 anos.

Não se trata de um agradecimento póstumo, mas é um reconhecimento a quem me dizia: - Não para de escrever, não para de emitir tua opinião. “Defenderei o direito de expressá-las”.

Papo de volta

Pois bem, depois de um tempo, menos de três meses, estou de volta ao jornal, de volta ao Papo de Elevador. Com uma saudade imensa e o agradecimento por tantas pessoas que me cobraram a volta e disseram da necessidade desta coluna para o município e para que estejamos bem esclarecidos. Porque se bobear aqueles “parasitas do subdesenvolvimento” voltam ao poder. E não é bom.

Segunda temporada

Nessa nova fase ou na segunda temporada (indo no embalo das séries) de Papo de Elevador a publicação ocorrerá às terças e sextas. Portanto, terça-feira e sexta-feira estarei aqui. Sugestões e construções escrevam para o e-mail gladimiraguzzi@gmail.com ou para o WhatsApp 53 9 953 8377. Respondo sempre, mesmo quando não houver viabilidade de publicação.

Um abraço, que bom voltar, temos muito a comentar e opinar. 

 

Partidos solitários

Um dos assuntos que abordaremos nesse espaço são as nominatas para vereador na eleição deste ano. Muita gente ainda não sabe, mas acabou a coligação para as candidaturas proporcionais. Ou seja, os partidos concorrem sozinhos para vereador. Isso significa que cada sigla terá que fazer em torno de 4,2 mil votos para eleger um parlamentar para a Câmara Municipal. Um bom tema para os próximos “papos de elevador”.

Uma lembrança...

Sou do tempo dos bons bailes de carnaval, dos desfiles de blocos e escolas, que concorriam na avenida de forma saudável e criativa, tempo do Barão, do Bokaloka, do Bom Cabrito, do Copacabana, do Quem Ri, Ibajé... Tempo de ser feliz na simplicidade da alegria popular.

Com um pouco de boa vontade e interesse podemos ter tudo de volta, porque as festas do povo estão cada vez mais vivas no mundo todo. É a tendência.


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