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Papo de elevador - 15 de novembro de 2019
Publicado em 15/11/2019

Gladimir Aguzzi

Gladimir Aguzzi

Foto: Reprodução/FS

130 anos de República

Hoje completa 130 anos que deixamos a Monarquia para entrar na República. Foi um golpe. O líder dos golpistas, o marechal Deodoro da Fonseca, era um monarquista e amigo de Dom Pedro II. Segundo os anais da história, o movimento revolucionário chegou ao ápice porque “os militares estavam sofrendo injustiças e ofensas por parte do governo”.

Sacrifícios pela pátria

O marechal Deodoro chegou a dizer que “só o Exército se sacrificava pela pátria. E que, apesar disso, era maltratado pelos políticos que só sabiam cuidar dos seus interesses pessoais”. Lembrou as agruras que passara na Guerra do Paraguai e complementou, falando ao visconde de Ouro Preto, presidente do Conselho de Ministros do Império, Afonso Celso de Assis Figueiredo: “Passei sacrifício que Vossa Majestade não pode avaliar.”

 

Uma história interessante

O descontentamento com o Império, o plano arquitetado com Deodoro sofrendo de problemas pulmonares (tinha crises de dispneia), a reação do ministro da Marinha que recebe quatro tiros e a decisão de Dom Pedro II não recuar para Minas Gerais para uma resistência. São fatos interessantes dessa história, descritas por escritores sérios como Raimundo Magalhães Júnior e Heitor Lyra, entre outros, além das fontes originais no Senado Federal e na Biblioteca Nacional.

O modismo do “Escracha-Brasil”

O livro 1889, de Laurentino Gomes, editora Globo, é de encantar, bem escrito, leve e profundo. Narra o que ocorreu de uma forma jornalística. Bom de ler. Laurentino sabe ser irônico e bem-humorado, mas não cai na ladainha e no modismo introduzido no Brasil pelo filme Carlota Joaquina de Carla Camurati, que faz toda a família imperial ridícula e escrota.

A fila aumenta

Aliás, nessa tendência de “vamos nos escrachar na história” a Globo TV introduz-se como comissão de frente e o historiador Eduardo Bueno, embora o considere competente, parece ter um imenso prazer quando pode escrachar alguém ou algum fato na História do Brasil.

Depois de 25 anos nessa linha, aumentou a fila daqueles que “não levam o país a sério e menos ainda com orgulho”, isso na literatura, no teatro, no cinema e nas salas de aula.

Política

Nós, aqui em Bagé, vivemos as consequências de uma monarquia arrasada de forma muito triste, com a Revolução Federalista de 93. Muito sangue. Muita raiva. Muito confronto político. De um lado Júlio de Castilhos e de outro Gaspar Silveira Martins. Cerca de 12 mil mortos, sendo dois mil degolados.

Por “falar” em História do Brasil, é uma pena que o governo Jair Bolsonaro esteja fazendo como tantos outros governos em todas as esferas. Ou seja, não entender que as atividades culturais e criativas geram renda, o setor tem no país 250 mil empresas e é responsável por um milhão de empregos formais.

Cultura criativa

Mas, vamos lá. Devagar. O que é economia criativa ou, como acho melhor: o que é cultura criativa?

Resposta: Processos que envolvam criação, produção e distribuição de produtos e serviços, usando o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos.

 Para ser mais claro

Para ser considerado parte da economia criativa, o negócio precisa gerar algum tipo de valor, seja para quem o produz ou para quem é público do produto gerado.

Está na hora de Bagé começar a compreender como entrar nesse mercado. A secretária de Cultura do Estado, Beatriz Araújo, é uma entusiasta dessa cultura.

Fanático não tem dúvida, eu tenho

O que mais me impressiona à vista de um petista não é a sua alegria com Lula livre, mas é perceber que ele acredita na inocência do “líder”. Ouço que Lula não roubou, não lavou dinheiro, não formou quadrilha. Nada disso. Tudo foi uma grande armação contra ele, dizem. Mas, quem será que armou? Por que armou se ele favorecia as grandes empresas, os ricos banqueiros? Qual o interesse em não querer Lula? Ele não prejudicou a elite. 

Jantar e Orquestra

No dia 30 de novembro, sábado à noite, a Orquestra Jovem do Pampa, do maestro Joab Muniz, está promovendo um jantar com a melhor música no Centro de Eventos Batista, na zona norte da cidade, passando o Tênis Clube.

Quem comprar o convite, ao preço de R$ 30, estará ajudando a orquestra, que é uma baita sacada cultural que inclui jovens e crianças através da música, cantando e tocando um instrumento. Convite na Secretaria de Cultura, Palacete Pedro Osório.

Jucelino

Hoje, sexta-feira, 15, às 18h30min, na Igreja da Conceição, missa de três meses de falecimento de Jucelino Rosa dos Santos. O convite é da família e, por extensão, do PDT de Bagé, onde Jucelino com intensidade viveu sua paixão política por quase 40 anos.

 


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