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Social - Aplausos 23-07-2019
Publicado em 23/07/2019

Gilmar de Quadros

Cidade: Bagé / RS
Colunista social
Gilmar de Quadros

Foto: Divulgação/FS

Nei Brasil e Hélen com as filhas Antonia e Valentina

“A MÚSICA NO SEU CÉREBRO”, título do primeiro livro que conduz a um entendimento científico abrangente sobre o modo como se experimenta a música e sobre o papel ímpar que ela desempenha na vida. O autor Daniel Levitin estudou o papel da música na evolução humana e no quotidiano das pessoas. O estudo contempla psicologia e neurociência e exemplos musicais de Mozart a Eminem, passando por Bach, Count Basie, Creedence Clearwater Revival e tantos outros.

 LEVITIN diz que o ser humano é mais musicalmente equipado do que pensa, pois o cérebro está dotado para a música. Alguns especialistas de referência defenderam durante muito tempo que a música é um elemento decorativo que vive de forma parasita nas franjas da natureza humana. Levitin, pelo contrário, defende e demonstra de modo convincente que a música é uma paixão da essência da natureza humana, talvez mais fundamental para a espécie até do que a linguagem.

 “[...] A arte [...] tem servido ao ser humano para expressar seus sentimentos, [...]. A música [...] é a mais popular das artes, [...]. Para fazer música, a única coisa que o indivíduo precisa é estar vivo não precisa saber ler, nem adquirir instrumentos e sequer sair de casa. Reflita: basta abrir a boca e cantar, bater palmas ou pés, assobiar ou murmurar, que estará fazendo música. “A Semiologia”, de Roland Barthes.

À PRIMEIRA VISTA, o musical “ Rio Negro do Pampa à Paris” pode ser percebido  como simples textos retirados do livro: “Rio Negro - onde encontrei meu amor”, de Roberta Verdi. Mas, na verdade, este musical apresentado domingo (14), no auditório Victor Hugo Maia, vai muito além. Produção bem pensada, que leva assinatura da própria Roberta. Do livro foram extraídos 10 fragmentos que resumem de forma inteligente e interessante a trama central do conto. O livro tem história linear, de fácil compreensão e assim prende a atenção do leitor do começo ao fim da história. A autora foi feliz em todo processo de criação e direção do musical, que tem ritmo perfeito na voz e na emoção da bonita Roberta Verdi.

ELA não apenas empresta a voz, ela vive a personagem principal, Claridad, emociona-se ao narrar os fatos, enquanto a dupla que a acompanha no palco dá ritmo ao espetáculo e faz a plateia aplaudir até mesmo quando não deveria; mas o show continua. Arrebatadores, Eduardo Verdi (acordeon) e Lucas Gross ( violão e vocal) e que voz, meus queridos!  Quem pensa que ele canta apenas músicas da cultura pampeana, engana-se.  No musical “Rio Negro do Pampa à Paris”  Lucas canta também Andrea Bocelli e Djavan; a plateia delira, uau!  

ESTE musical “ Rio Negro do Pampa à Paris” merece reprise; talvez ganhe mais destaque da imprensa local. É um trabalho artístico bom demais para apresentação única. Pode até ganhar o reforço de um piano. Basta convidar a pianista Cheisa Goulart e o musical ficará mais  completo, mais sofisticado.  Aplausos!

EM FÉRIAS, Maria da Graça Anversa e Cláudio Vargas estão em Bogotá (Colombia)... EXPOSIÇÃO daquele fragmento de pedra da lua vai reunir “curiosos” no Museu Dom Diogo de Souza neste sábado, às 19h... DÉCIMA SÉTIMA edição Prêmio Distinção Empresarial, evento da Aciba/Urcamp, será entregue aos profissionais e também àquelas empresas mais lembradas pelo público em 16 de agosto, às 20h, no Clube Comercial. Aplausos!

BOMBA, bomba, a notícia de que o Clube Comercial vai apagar as luzes e fechar suas portas, ou melhor,  seus majestosos lustres e portões, em dezembro, encerrando mais de 100 anos de festas - valiosa memória social – entristeceu profundamente os bageenses.  O engº Wagner Brasil foi o primeiro a enviar mensagem para mim querendo entender melhor esse processo e dizendo sentir-se humilhado com a informação que está nas redes sociais. Não soube explicar nada ao meu querido amigo.

LEITURA desta semana:  Roberto Marinho – O Poder Está no Ar”, de Leonencio Nossa, editora Nova Fronteira, 576 páginas daquelas que o leitor não consegue desgrudar os olhos da leitura, oba! No entanto, confesso gostar mais da biografia de Roberto Marinho, escrita pelo Pedro Bial, em 2004, editora Zahar, lembram?

A ESTILISTA Carolina Herrera veio ao Brasil para o lançamento do perfume Good Girl; ela concedeu diversas entrevistas. Numa delas afirmou: “Ser elegante não é o que se veste. Tampouco é sobre ter dinheiro. Vejo muitos por aí que têm dinheiro e não são elegantes, mesmo podendo comprar tudo. Ser elegante é ter atitude adequada. Elegância é o que você pensa, é o que você diz. Não pode se resumir apenas a roupa que você veste.”     


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