SOCIAL 5 DE MAIO
Publicado em 05/05/2020

Gilmar de Quadros

Cidade: Bagé / RS
Colunista social
Gilmar de Quadros

Foto: Édson Larronda/Especial FS

A SOCIAL desta terça-feira não poderia iniciar de outra maneira, refiro-me ao eminente médico/pesquisador André Kalil, que atua há 20 anos na Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos. Filho de dona Glória e Sr. Felipe Kalil, dr. André formou-se em medicina na UFPel. Hoje, além de renomado infectologista tornou-se uma das autoridades científicas mais requisitadas no mundo em meio à epidemia do coronavírus. 
O PESQUISADOR André Kalil lidera o ensaio clínico considerado mais promissor para a cura do covid-19. Financiado pelo governo norte-americano por meio do National Institutes of Health (Institutos Nacionais de Saúde), o pesquisador deu início aos testes na semana passada, em um paciente dos Estados Unidos. Pelas previsões dele, deve surgir a cura ainda durante a epidemia atual. Em 2014, ele pesquisou e encontrou a cura para o ebola na África. “Já existem duas medicações para ebola que têm efeito muito importante de benefício aos pacientes. Estamos trazendo para a do covid-19 o que aprendemos com as epidemias do ebola em um ensaio clínico semelhante. Minha esperança é trazer medicações novas de maneira ainda mais rápida do que aconteceu durante as crises do ebola. O ensaio clínico começou na semana passada, quando colocamos o primeiro paciente. É um marco na história americana, conseguir, em poucas semanas, criar um protocolo de pesquisa, aprová-lo dentro de uma instituição federal, revisá-lo com o comitê de ética e incluir o primeiro paciente. Normalmente, esses estudos levam meses e até anos.” Aplausos!

VEJA este recado do dr. André Kalil: “Nunca deve haver motivo para pânico. O pânico só piora a situação. Em epidemias, pode-se cair no descontrole, porque as pessoas não sabem o que fazer. Todos nós, profissionais ou leigos, não podemos entrar em pânico, mesmo que a situação se agrave.” Entenderam meninas?

SEGUINDO  as determinações vigentes, Michele Kalil e Gárdia Kalil  decidiram-se pela live que vão apresentar na próxima quinta-feira (7), às 19h, na página da MG no Facebook. Sem sair de casa, as clientes, e as não clientes também, terão a oportunidade de ver e comprar os modelitos da coleção outono-inverno desta que é uma das lojas mais bonitas da região de Bagé. Aplausos!   
 
TUDO SOBRE FOTOGRAFIA (continuação), livro esse que pode ser adquirido na Leb.  PAISAGEM e NATUREZA, pág. 506: Boa parte da fotografia de paisagem do século XX foi dominada por conceitos românticos do sublime, cujos exemplos típicos são as vistas elevadas e idealizadas produzidas pelo fotógrafo norte-americano Ansel Adams (1984). [...].
 
EM 1975, a exposição “Novas Fotografias:  Fotos de uma Paisagem Alterada pelo Homem”, destruiu  o mito do panorama intocado. Em seu lugar, a mostra favoreceu o surgimento de uma estética pós-moderna cujo olhar implacável retrata cenas de vestígios de humanidade. [...]. 
 
O FOTÓGRAFO  norte-americano Tomas Cooper situa a paisagem dentro da passagem do tempo, mas com referência à história humana. [...]. Cooper percorre o mundo mapeando em fotografias as extremidades das terras e ilhas dos cinco continentes que cercam o oceano Atlântico.  [...]. Nas paisagens de Tomas Cooper não há presença humana; suas imagens altamente estéticas remetem ao conceito do sublime e, muitas vezes,  suscitam reflexões metafísicas, em especial a extensão infinita do horizonte na terra ou no mar. [...]. 
  
ALÉM DO LIVRO TUDO SOBRE FOTOGRAFIA, andei lendo também este trabalho de José Carlos Barretta: “ Fotografia de Paisagem e Novas Paisagens  Fotográficas” – USP -2019.  O autor traça alguns pontos possíveis de diálogo entre a história do pensamento geográfico e a da fotografia.  Partindo da origem de ambas, ele faz algumas reflexões sobre a apropriação da fotografia pela ciência social sempre ancorada no conceito de paisagem. [...].
 
A PAISAGEM, antes de ser representação, imagem ou objeto de análise cientifica, é uma experiência dos sentidos, não apenas o visual. Implica uma relação especifica com o mundo, um “não estar meramente em meio às coisas, mas sim diante delas, antepondo-se a elas. É o  limite entre o dentro e o fora, onde vibra uma duplicidade congênita e insuperável. [...] (Pallmin, 2015, p.45). 
 
O FILÓSOFO Georg Simmel em seu texto: “Filosofia da Paisagem” diz que é justamente quando ocorre a individualização das formas no mundo pós-moderno que surge a paisagem como que ressaindo da natureza. Ou seja, a paisagem ressurge como unidade em meio à natureza fragmentada da sociedade técnico-científica moderna. [...].
 
A FOTOGRAFIA revisitada na geografia da região de Bagé, pelo fotógrafo Edison Larronda, ilustra o texto de hoje que terá continuidade nas duas próximas edições com ilustrações de Eurico Salis (Fotografia e Identidade) e Julinho Pimentel (Fotografia e Celebridades).  Aplausos!


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