SOCIAL 23 DE ABRIL
Publicado em 23/04/2020

Gilmar de Quadros

Cidade: Bagé / RS
Colunista social
Gilmar de Quadros

Foto: Divulgação/FS

O Farrapo Morto, cidade Rio Pardo, escultura Sérgio Coirollo

O LIVRO DA ARTE, editora Globo Livros, pode ser adquirido na Leb. A publicação de 352 páginas tem entre seus colaboradores, Iain Zaczek, especialista em arte celta e pré-rafaelista, é autor de mais de trinta livros de arte. Também, Maud Whatley, escritora e pesquisadora no campo das artes, além de artista. Atualmente, ela trabalha em projeto para galerias e editoras de Londres.

O QUE torna algo uma obra de arte? Como a Grécia Antiga moldou o ideal de beleza? As cores exercem influência direta na alma das pessoas? Esse livro examina estas e outras questões ao explorar movimentos, temas e estilos da história da arte por meio de mais de duzentas obras. A linguagem é acessível, embora o rigor da pesquisa. Um livro permeado de imagens das grandes obras de arte de todos os tempos com infográficos que explicam as ideias por trás de cada uma das obras – desde as da pré-história às videoinstalações atuais. Leitura ideal para estudantes do ensino médio, acadêmicos ou visitantes curiosos de museus e galerias.

UMA obra de arte que não começa com emoção não é arte”, frase de Paul Cézanne. “Por escultura, entendo o que se faz pelo trabalho de subtrair”, de  Benvenuto Cellini, escultor dos famosos bronzes do Benim, que, na verdade, foram feitos de latão fundido, utilizando o método da cera perdida.

O ESCULTOR italiano Benvenuto Cellini foi um mestre do maneirismo, termo usado para descrever  a arte “sofisticada” da Itália dos séculos XVI e XVII; é um estilo que floresceu nas cortes reais da Europa, em especial na França, onde muitos artistas italianos encontraram patrocínio. Elegante e decorativa, a arte maneirista apelava à elite e aos instruídos; sua sofisticação foi uma ruptura com a harmonia expressada pelos artistas do Renascimento. [...].

“A SIMPLICIDADE não é um fim na arte, mas é alcançada sem querer ao nos aproximarmos da verdadeira essência das coisas.” Constantin Brancusi (1876 -1957). Ele aprendeu a esculpir em madeira enquanto trabalhava como pastor na Romênia, sua terra natal. Estudou em Budapeste, antes de chegar a Paris em 1904, onde viveu o resto da vida. Recusando oportunidade de ser aprendiz de Rodin, buscou a própria visão escultural baseada na escultura direta, e não na reprodução mecânica de modelos de gesso em pedra. Seu  trabalho consistia em aparar da escultura tudo o que considerasse supérfluo e em polir as superfícies das peças de bronze e mármore para chegar a essência de uma forma. O enfoque minimalista de Brancusi teve imensa influencia no desenvolvimento da escultura moderna. [...].

O LIVRO DA ARTE cita os brasileiros: Tarsila do Amaral (Abaporu -1928), Anita Malfatti, Lygia Clark, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Hélio Oiticica, Cildo Meirelles e Victor Brecheret.

A ARTE é a ciência da liberdade”, Joseph Beuys.... O ESCULTOR Victor Brecheret, considerado o pioneiro do modernismo na escultura brasileira, iniciou sua formação artística em 1912, estudando desenho, modelagem e entalhe em madeira no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Em 1936,  iniciou a execução do Monumento às Bandeiras na praça Armando Salles de Oliveira, em São Paulo. A geometrização das formas é uma característica marcante na produção de Brecheret a partir de 1923. [...].  A partir do final dos anos 40, o índio brasileiro passou a ser presença importante na escultura de Brecheret. [...]. Existem mais de 20 obras desse escultor em locais públicos, principalmente na cidade de São Paulo, incluindo quatro delas em cemitérios - duas no cemitério da Consolação, uma no do Araçá e outra no cemitério São Paulo. [...]. “Todo bom pintor PINTA o que ele é”, Jackson Pollock 

 


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