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SOCIAL 21 DE MARÇO
Publicado em 21/03/2020

Gilmar de Quadros

Cidade: Bagé / RS
Colunista social
Gilmar de Quadros

Foto: -

Ana Maria Macedo Bitencourt, jantar no Gabana, clic Rosane Coutinho

NESTA “quarentena”, a única e melhor escolha é ficar em casa ocupando-se com alguma coisa de que muito se goste. No meu caso, decidi fazer releituras de livros que me trazem suas histórias para os dias atuais. Tanto os adultos quanto as  crianças querem emoção, se forem espertos, vão procurar um livro. Mas como nem todos são grandes leitores, e a partir dessa falta de motivação pela leitura, outra opção interessante são os clássicos adaptados para cinema e televisão; a lista é enorme, tal qual o prazer de se ler um livro.

SABEM qual foi minha releitura da semana? Gabriela, Cravo e Canela, meus queridos! Publicado em 1958, após o XX Congresso do Partido Comunista da União Soviética, quando Jorge Amado mostrou-se menos esquerdista e mais democrático. O livro é um retorno ao ciclo do cacau, ao citar o universo dos coronéis, jagunços, prostitutas e trambiqueiros. A obra sofreu adaptações para telenovela - TV Tupi 1960, TV Globo 1975 com Sônia Braga no papel principal. E depois (2012) com Juliana Paes. Cinema - Dirigido por Bruno Barreto em 1983, também com Sônia Braga no papel principal. Vale a pena ir à Biblioteca Otávio Santos solicitar o empréstimo de um Amado (a obra completa tem 27 títulos) e entreter-se, o dia todo, até essa onda passar, uau!   

 

“QUASE tudo  memórias” – Danuza Leão – colunista social - pagina 114: “Para mim, festas são – eram – só para encontrar um namorado. Agora servem a propósitos mais nobres: vender. Quem dá festa são grandes empresas que querem divulgar seu produto, e quem vai é para se promover, isto é se fotografar e sair na revista (agora postar nas redes sociais). Como meu objetivo não é nenhum desses, a única coisa que me faz ir a festas é o trabalho para escrever sobre elas. {...}. Passei para o outro lado do balcão, o que é bem mais divertido. O sofrimento nos modifica [...], é a hora de poder se dar a certos luxos, o que no meu caso significa valorizar a simplicidade. Aprendi a reconhecer os momentos felizes quando eles ocorrem e não depois, como era no passado. Parece pouco, mas não é. Esse foi o lado que mudei para melhor. [...]. A vida me deu tudo o que poderia me dar, de bom e de ruim. Nada me foi poupado; ela foi completa nos dois sentidos. Penso como o escritor Elie Wiesel, que um dia disse: ‘Depois de tudo o que já vivi, nada que me aconteça poderá me fazer muito feliz nem muito infeliz’. [...}. Durante muitos anos, Danuza Leão foi colunista do Jornal do Brasil e da Folha de São Paulo. Antes, foi modelo de carreira internacional.

 

SURPRESA muito agradável me fez Yara Maria Botelho Vieira. Acreditem que ela guarda os manuscritos da avó, Branca Moglia Tavares, falecida em 1965, na estância Serro Alegre, quando cantava ao lado do sobrinho Jayme da Silva Tavares. Voltando aos documentos que Yara Maria compartilhou comigo, neles há registros de algumas campanhas assistenciais realizadas na cidade, quando as famílias mais tradicionais faziam doações generosas em dinheiro ou alimento para diversas entidades assistenciais e até para a Catedral de São Sebastião e o Instituto de Menores. Procure na lista de doações o nome de alguém importante à época, ele está em algumas das páginas e mais páginas; isso é um achado precioso para os  curiosos que nem eu e também aos pesquisares; alô Beth Fagundes, Élida Hermandes, Jaime Vivian Jr. Aplausos!

 

MAIS UM POUCO de Céres Franco. No vídeo que gravou, direto de seu apartamento em Paris, e que foi  apresentado no recente “Falando em Arte”, Céres contou que, em certa ocasião,  buscou apoio na Embaixada do Brasil, França, pois queria doar coleção de gravuras para os museus de Bagé. Até hoje ela aguarda as providências (...). Mas, ela quer muito dar esse presente valioso para Bagé. É muito fácil basta que a direção dos museus de Bagé faça contato com a Casa França-Brasil (no Rio) e esse presente será entregue aqui.  Imaginem um privilégio desses, só Bagé! 
POUCOS, poucos mesmo, constroem um discurso político tão bem quanto o professor, vereador Graciano Pereira. Esta modalidade discursiva, cada vez mais, requer habilidades para não ferir os ouvidos mais treinados de quem escuta. Graciano recorre à força persuasiva das palavras mais adequadas ao que deseja transmitir. Faz isso muito naturalmente, afinal são anos de atuação na política; tempo que lhe treinou para seduzir através de recursos estéticos e jogos linguísticos que talvez nem ele saiba explicar como faz isso. A fala de Graciano Pereira na tribuna, na rádio e na rua é sempre eloquente. Aplausos!        
 
OS ESTRAGOS do primeiro espirro da China estão em todos os segmentos. A galeria de arte Edmundo Rodrigues nunca foi tão propagada na mídia porto-alegrense como agora, quando mostra a exposição do Gilberto Perin. Ontem (20), o portal Coletiva. net publicou texto com fotos da coleção exposta na galeria, que está fechada, é claro. Esse portal, com atualização diária, é dedicado a assuntos relacionados a carreiras e negócios na área de marketing e comunicação: agências, consultorias e assessorias. Aplausos!     


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