Aplausos - 16 de abril de 2020
Publicado em 16/04/2020

Gilmar de Quadros

Cidade: Bagé / RS
Colunista social
Gilmar de Quadros

Foto: Divulgação/FS

Anacarla Oliveira, Teresa Nogueira, Lúcia Gomes, Zaida Gomes, Elza Maria Stenhorts, Biblioteca Otávio Santos

POETA Luiz Coronel nem bem se recuperou da cirurgia no coração a que se submeteu e já está escrevendo suas “pérolas” de sempre. Leiam esta mensagem de esperança, escrita por ele na Páscoa, meus queridos!

O CENÁRIO mundial se de um lado nos assusta e até nos desestrutura, por outro, torna-se oportunidade ímpar de fazermos uma experiência visceral de acompanhar Jesus no seu caminho Pascal.

Não lhes parece, irmãos e irmãs, que o mundo adentrou num grande deserto? Não percebem que vivemos todos, crentes e não crentes, uma quaresma cósmica? Pequenas e grandes nações, do primeiro ao último mundo, todos nós e cada um forçados ao isolamento, à reflexão sobre a nossa fragilidade humana, sobre a nossa finitude.

Que este deserto seja fértil, e nos ajude a perceber que somos todos humanos, feitos da mesma terra, sujeitos aos mesmos males. Que esse inimigo comum nos ajude a perceber que cada vida é importante, independente da idade, etnia, classe ou língua.

Nesta quaresma excepcional, tempo oportuno para aprofundar a nossa conversão pessoal e nosso compromisso social, com Jesus façamos um profundo exame de consciência para enfrentarmos as tentações do individualismo, do egoísmo e da ganância. Que sejamos conscientes de que o meu pecado não termina em mim, mas concorre para a treva do meu próximo e do planeta.

No Domingo de Ramos que conclui a quaresma e inicia a Semana Santa, somos convidados a celebrar com autenticidade o mistério central da nossa fé: Jesus Cristo, morto e ressuscitado. Acompanhando Jesus que montado num burrinho, símbolo de mansidão e humildade, entra em Jerusalém abraçando sua missão com todas as consequências, rezemos por todos os profissionais da saúde, cuidadores, policiais, seguranças, trabalhadores dos serviços essenciais que não abandonam seus postos e, como Jesus, abraçaram sua missão até o fim.          

NA Quinta-Feira Santa em que fazemos memória da última ceia do Senhor e celebramos a instituição da Eucaristia, recordemos que após a ceia, Jesus vive a agonia no Horto das Oliveiras e que ainda hoje o corpo de Jesus sofre nos povos que repetem o cordeiro sem alívio, porque não têm pão, nem trabalho, nem saúde. Rezemos pelo papa Francisco e por todos os sacerdotes, religiosos e religiosas que, como o mestre, doaram e doam as próprias vidas tornando-se pão partilhado por amor ao próximo. Deixemos que o Cristo lave nossos pés para sermos seus seguidores e assim, entendermos, uma vez por todas, que não existe eucaristia sem serviço ao próximo.

NA Sexta-Feira da Paixão, talvez o dia da Semana Santa em que nosso povo sofrido mais se identifica, acompanhamos Jesus até a cruz e até a morte em comunhão com todos os que continuam sendo crucificados pela violência, pela injustiça, pela falta de acesso aos direitos básicos. É um dia de jejum porque o esposo divino é tirado do meio de nós. É um dia para recordarmos todas as vítimas da epidemia, todos aqueles e aquelas que perderam seus entes queridos e nem puderam se despedir. Neste dia, fazemos a adoração da cruz beijando-a. Este gesto simbólico expressa nosso desejo de assumir na nossa vida o estilo de vida de Cristo que abraça a cruz por amor.

NO Sábado Santo, dia do grande silêncio, foi possível fazer a experiência de escuta do silêncio das cidades, da natureza e do mundo devido esse tempo de quarentena e isoladamente. Este dia, segundo a tradição da Igreja também conhecido como a hora da mãe dolorosa é marcado entre a dor pela morte de Jesus e a espera alegre de sua ressurreição. Na companhia da Mãe das Dores, somos convidados a viver o sábado santo meditando a palavra no silêncio do nosso coração em comunhão com toda a criação que juntamente com todos nós, geme e padece como em dores de parto (Rm 8,22). Na noite deste dia, finalmente cantamos juntos: “Ó noite de alegria verdadeira, que uniu de novo o céu e a terra inteira”. 
O túmulo vazio é sinal da nova fase da história que começa com a ressurreição. Por isso, podemos afirmar que a Semana Santa é para toda a humanidade uma mensagem de fé e esperança que grita ao mundo que a noite não é para sempre. Que a dor terá um fim e que a última palavra não é de morte e sim de vida, pois Jesus Cristo ressuscitou! É isto que celebramos no Domingo de Páscoa, a vitória da vida sobre a morte. A certeza de que um dia não haverá mais lágrimas, nem dor, nem sofrimento (Ap 21,7): “Pois esta noite lava todo crime, liberta o pecador dos seus grilhões; dissipa o ódio e dobra os poderosos, enche de luz e paz os corações.” Cristo ressuscitou, aleluia! Esta é a razão da nossa esperança.

ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS da Biblioteca Otávio Santos completou 23 anos de fundação e ganhou esta bela mensagem escrita pela advogada Marilena Torrescasana. “Hoje, quando a Associação dos Amigos da Biblioteca Dr. Otávio Santos comemora 23 anos de fundação, registramos com muita alegria e gratidão, um pouco de história ao longo desses anos, para relembrar o idealismo e entusiasmo dos pioneiros. Foi no dia 17 de abril de 1997, que a feliz iniciativa da professora Yara Maria Botelho Vieira se concretizou, apoiada pelo grupo de pioneiros: Mário Nogueira Lopes, Renato Penteado Teixeira, Miguel Cimirro, Engenheiro José Antônio Torrescasana Filho, Dr. Nilo Romero, Percilinha Romero, Dr. Liader Previtali, Alceu Aquini Dias, Gledi Dias, Astrogildo Fernandes, General Murilo Budó, Dr. Luís Guarani de Bem, Heloísa Beckman, que, com adesão voluntária e colaborativa tornaram-se sócios fundadores. E a todos aqueles que, ao longo desses anos presidiram a associação, com dedicação e boa vontade: Yara Maria Botelho Vieira, Murilo Budó, Luiz Alberto Saavedra, Alfonsina Saavedra, Rafaela Ribas, Maria José Collares, Tereza Nogueira e Zaida Gomes, queremos compartilhar o nosso propósito de seguirmos trabalhando de forma independente, voluntária e colaborativa por este lugar quase sagrado, a biblioteca, para que a luz do saber se irradie e se expanda, oportunizando o conhecimento e o ingresso das pessoas nos caminhos enobrecedores da vida. Nesta significativa data, reiteramos nossa dedicação e amor pela biblioteca, o lugar onde a cultura e a educação devem vicejar para que crianças, jovens, adultos e idosos floresçam plenos de humanidades. Esta é, também, a missão da nossa associação. Nosso abraço de gratidão e comprometimento a todos que construíram e aos que continuam sustentando os pilares da nossa respeitada Associação dos Amigos da Biblioteca Dr. Otávio Santos. Bagé, 17 de abril de 2020. Atual presidente, Zaida Gomes e a vice-presidente, Lúcia Helena Barbosa Jardim. Aplausos!

DIRETO de  Londres, a produtora em audiovisual Bruna Foletto Lucas proferiu vídeo palestra, ontem (15), a convite da Urcamp. Ela é filha de Cibele e Ricardo Lucas; estudou no Colégio Auxiliadora e após concluir o Ensino Médio mudou-se para Porto Alegre onde ingressou na faculdade de Produção Audiovisual na PUCRS. Em 2016, Bruna foi cursar mestrado em Film Studies na Kingston University, em Londres.  Durante seu primeiro ano na Inglaterra, foi voluntária nas empresas Film London e British Independent Film Awards. Ela escreve sobre cinema em vários jornais e sites, mantendo texto com regularidade para os sites UK Film Review e London Horror Society. Também, Bruna faz doutorado em cinema na Kingston University, onde pesquisa sobre o papel da mulher no gênero de terror. Aplausos! 

Neste dias de distanciamento social, nos outros também,  gestos amáveis, fáceis de praticar, ficam para sempre em nosso coração. Um deles, Ximena Ferrer me presenteou com duas pizzas feitas por ela mesma; receitas da Hortênsia. Todos devem se lembrar da casa de massas Gorlero, que marcou época em Bagé. Agora, a filha decidiu reativar as receitas da mãe e entrega, em casa, aquelas massas fininhas e crocantes parecidas com hóstias, que só a Gorlero entregava pra gente, hunnn. Pois bem, Ximena montou uma equipe da qual fazem parte: Beto, Flávio e Neco. O contato para encomendas (51) 8 186 1521.  Aplausos!  


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