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Uma formatura
Publicado em 04/04/2018

George Teixeira Giorgis

George Teixeira Giorgis

Em regra, hodiernamente, não frequentamos “formaturas” colegiais ou acadêmicas. Comparecemos, esporadicamente, às festas posteriores (caseiras ou em clubes e restaurantes), onde ficamos tão somente até a meia-noite, por hábito antigo. Recentemente (Rua Marechal Deodoro, 140, em frente ao nosso escritório) participamos da recepção (pós ato-solene) da festa da Drª Ana Helena Maurente Netto Lahorgue (filha da Drª Tininha e do Dr. Décio) colegas de profissão e amigos de longuíssima data. O ambiente do pátio foi finamente coberto e enfeitado, com todos os convidados sentados, serviço de primeira, presença do cronista Sr. Gilmar de Quadros, numa atmosfera de contentamento, de gala e de fraternidade. A jovem Drª Ana Helena que, afora a beleza física e fisionômica com que Deus a contemplou, exibe uma simpatia sem par e uma alegria irradiante, foi muito cumprimentada e festejada, usando rapidamente da palavra, para, como seus genitores, exprimir termos de alegria, de emoção e de agradecimentos pela presença dos parentes, amigos e amigas de várias gerações. Tudo faz crer que ela será uma jovem (e uma mulher) deveras feliz, pela formação firme que lhe incutiram os pais e pela força de vontade, que, com certeza, dos céus lhe remeterão Horácio, Heleninha, Délcia e Théo, seus avós tão saudosos.
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Diversas Em Porto Alegre, na década de 50, quando estudávamos na Fac. Direito da UFRGS (pela manhã), à tardinha frequentávamos o curso de Letras Clássicas na Fac. Filosofia da PUC. Naqueles idos, a Faculdade de Filosofia (entre outros), abrangia (além de Letras Clássicas) os cursos de Línguas Anglo-Germânicas, Línguas Neolatinas, História Natural, Estudos Sociais, Química, Ciências Sociais, Matemática e Física, Pedagogia, etc. A PUC (ainda não era PUCRGS) pertencia à Ordem dos Irmãos Maristas e funcionava à tardinha e à noite no Colégio Rosário (onde fizemos o curso clássico, preparatório para o Direito) e contava ainda com a Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas (esta, noturna). O endereço era Av. Independência, 359 ladeando (por outro ângulo) a Praça Dom Sebastião. No Rosário, no recreio, as portas eram abertas e saia-se para dita praça, onde vicejavam as carrocinhas de pipocas e de “cachorro quente”. De tanto lá se vão entre 60 e 70 anos! O diretor do Rosário primeiro era o Irmão Roque Maria, depois o Irmão José Otão (aliás, eram irmãos de sangue). O diretor do internato = Irmão Rafael Antônio (nascido na Espanha), que lecionava Química. Décadas avante minhas duas netas porto-alegrenses lá estiveram desde o 1º ano primário até a conclusão do ciclo colegial. E ambas, anos depois, formaram-se na PUCRGS. -*-*-*- No curso de Letras, fomos colegas de aula de Frei Cirilo de Flores da Cunha (capuchinho). Décadas depois viemos encontrá-lo na Igreja de N. Srª Conceição (onde esteve vários anos), vindo a falecer (fora daqui) em 2.004, com 77 anos. Já aí chamava-se Frei Valdemar Verdi (nome próprio). -*-*-*- No Colégio N. Srª Auxiliadora (tempos ginasiais na década de 40) foram diretores do educandário os padres Edgard de Aquino Rocha e Érico Schmengler. Um e outro (mais tarde) foram residir nos Estados Unidos e na Alemanha (onde faleceram). No Auxiliadora, ainda, naqueles idos, os Conselheiros foram os padres Mário Satler, Anacleto Girardi, Roque Batista, Mauro Biglia e Mário Ramos (este lecionava matemática e, no “quadro negro”, escrevia com as duas mãos). Nas classes, numa extremidade, havia “um buraco” com tinta para molhar-se com caneta de penas. Posteriormente, apareceram as canetas-tinteiro, automáticas, Parker-51 e Parker 21. “O tempora, o mores” (diriam os latinos). -*-*-*- Endossamos em gênero, número e grau o que o atilado jornalista Sr. Gilmar de Quadros ontem escreveu sobre a Sra Zuleika Borges Torrealba neste jornal. Apesar de sua franqueza, foi uma benemérita para Bagé, pelo que adquiriu e reformou de prédios, pela sua visão no aperfeiçoamento da pecuária e da ovinocultura, pelas iniciativas culturais tomadas, pelos empregos que propiciou. São fatos que temos de analisar como “um todo” e, não, como “partículas”. -*-*-*-  Altissoante: eis o adjetivo para caracterizar a estada de 24hs aqui do presidente nacional e do presidente estadual da OAB, Drs Lamachia e Breier. Em todos os ambientes que visitaram obtiveram simpatia ampla e aplausos gerais, tudo culminando com a sessão cívica presidida pela Reitora da Urcamp, Profª Lia, no auditório amplo de nosso Museu (superlotado) onde produziram (ambos) peças oratórias da melhor eloquência e de uma franqueza admirável, recebendo o primeiro o galardão de “doutor honoris causa”. Somos gratos, também aqui, pelos aplausos com que o auditório nos brindou quando nosso nome foi citado pelo Dr. Lamachia e depois pelo nosso querido presidente local Dr. Marinho.

Texto revisado pelo autor

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