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Perdas a lamentar
Publicado em 13/06/2018

George Teixeira Giorgis

George Teixeira Giorgis

A morte humana sempre desponta e chega. Às vezes é esperada (e, sob certa forma, quando o ente está a sofrer em desespero e sem cura). Quando acontece em idade avançada até se agradece a Deus por nos ter propiciado tanto tempo de convivência com o extinto.
         Bagé, na semana pretérita, sentiu serem levados à inumação (após os corpos serem cremados) a veneranda Srª Sarita Figueira Sciortino (sogra amantíssima de nosso irmão Juca) e o Dr. Diogo Madruga Duarte, escrivão aposentado do foro estadual e com quem muito convivemos na esfera do Poder Judiciário.
         Dona Sarita foi uma dama por excelência. Afável e agradável no trato nunca a vimos aborrecida ou de mau humor. Chegava-se em sua aprazível morada e lá vinham os pudins, os doces e o guaraná com o que se comprazia em bem receber. Foi mãe modelar, avó e bisavó sempre de bem humor com os pequenos, sentindo-se prazerosa quando sua casa recolhia parentes e visitas. Juca Giorgis teve nela a segunda mãe, tamanha a afabilidade de seu trato e relacionamento. Religiosa, era adepta da Igreja Episcopal enquanto seu lembrado esposo, o médico Dr. Edgard Gómez Sciortino, era frequentador da Igreja Auxiliadora. Foi felicíssima no matrimônio e na maternidade, querida pelos amigos e amigas, anfitriã de excelência, cidadã respeitada e respeitável.
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         Outro passamento, que muito nos marcou, foi o do Dr. Diogo Madruga Duarte. Na escrivania judicial, sempre nos externou trato cordialíssimo. Ria-se de nossa pressa em satisfazer as custas judiciais em seu cartório, das quais não lhe pedíamos recibos, fazendo-o apenas rubricar (na conta geral) aquilo que lhe tocava. Teve também exercício saliente no tradicionalismo e no gauchismo. Conhecia sobremaneira a história de Bagé e a história do RGS. Nenhum evento, neste setor, cá se realizava sem sua contribuição. Marido devotado, pai exemplar, por certo, terá no filho varão, o Dr. Rodrigo, o continuador de sua obra (exceto no cigarro). Mas fará muita falta quando algo de nosso passado tiver que ser rememorado.
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         Enfim, a vida é assim. Periodicamente, temos que sepultar familiares e amigos ou acompanhar os velórios até o encaminhamento à cremação. Como católicos, porém, hemos de crer em suas viagens ao infinito celestial, onde temos de acreditar que lá estarão tomando assento à direita de Deus Pai.
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         O criminalista Décio Raul Lahorgue rumou ao Rio de Janeiro. Tomará parte no “IX Encontro Brasileiro da Advocacia Criminal”, que se desenvolverá nos dias 14 e 15. O evento realizar-se-á na Barra da Tijuca. Espera-se lá a presença de cerca de 1.000 causídicos.
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Segundo o art. 1.641 – II de nosso Código Civil, a pessoa maior de setenta anos, para casar, sujeitar-se-á obrigatoriamente ao “regime de separação de bens”.

Texto revisado pelo autor.

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