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O GUARANY F.C.
Publicado em 07/02/2018

George Teixeira Giorgis

George Teixeira Giorgis

Nosso pai, Bernardino, quando moço, gastou grande parte de seu acervo na compra de livros e no sustento ao Guarani F. C. do qual era “sócio benemérito”. O futebol aqui era amador. Porém, no Uruguai e na Argentina, já reinava o profissionalismo. Ele ia a Buenos Aires e Montevidéu e trazia jogadores famosos para o alvirrubro (década de 30), pagando-lhes salário e pensionamento apenas para vestirem nossa camiseta branco-escarlate. O antigo pavilhão de madeira da Estrela D’Alva (e os camarotes em frente) tudo foi construído por ele e seus recursos financeiros. Por isso, tinha o título de “sócio-benemérito”, não pagando ingresso. Levava a mim e Juca pela mão ao estádio e, no caminho, seguidamente, o Sr. Guta Maciel (sócio fundador) nos dava “carona”. No final da década de 40, ele parou de ir à Estrela D’Alva e ficava ouvindo a Rádio Nacional ou a Rádio Tamoio (RJ) escutando os jogos do Vasco da Gama. Em São Paulo, simpatizava com o Palmeiras. E, no RGS, com o Internacional.
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DIVERSAS: Em julho de 1.959 começaram a lecionar no Colégio Estadual de Bagé as seguintes novas mestras: Zélia Luz Coronel (Francês), Eva da Nova (Matemática), Leonor Araújo-dona Mosa (Trabalhos Manuais), Julieta Abero Ferraz (Economia Doméstica), Ieda Farinha de Almeida (Canto Orfeônico), Rachel Ustarroz Beckman (Desenho), Eloína da Silva Lopes (Inglês) e Maria Norma Larré Pereira (Desenho). -*-*-*- Em junho de 1.961, após a eleição bienal de praxe, era empossada a nova diretoria de nosso Clube Comercial (de importância saliente naquele tempo): presidente = Jorge Suñé Grillo; Vices = João Wilson Vaz e Elpídio Vieira Paiva. Secretários = George Teixeira Giorgis e Favorino Thomaz de Brêtas Mércio. Tesoureiros = Miguel Greco Gularte e Mário Teixeira Bispo. Bibliotecário = Michel Kalil. Diretores sociais = Fernando Costa Hoffmann, Eduardo Sá Monmany, Américo Silveira Dias, Fernando Silveira Abbot, Raul Silveira Donazar e Danilo Malafaia Barreto. Conselho Fiscal = Darcy Barcellos, Mário Freitas da Silveira e José Carrion Moglia. Suplentes = Paulo Pons Costallat e Dirceu dos Santos Pons. Era a 2ª diretoria do Comercial que integrávamos, logo após nosso retorno (formado) de Porto Alegre. A anterior tinha sido chefiada por João Wílson Vaz. Este construiu a “Boite” em continuação ao salão de baile. E Jorge Grillo ergueu (à direita de quem entra) a Confeitaria. -*-*-*- No governo federal do Sr. João Goulart, inaugurou-se o SAMDU em Bagé na Av. Marechal Floriano quase esquina da Gen. Sampaio. Era uma espécie de pronto-socorro e consultas grátis que abria dia e noite, com médicos, enfermeiros, etc. Tudo sob a chefia do Dr. Infantini. Os primeiros médicos, que ali atuaram, foram Paulo Magaldi Bidone, Aksacoff de Vilhena, Abib Ieffet e Braz Coronel Machado, todos já falecidos. Isso foi em 1.958. Fizeram-se presentes ao ato o prefeito em exercício (Dr. Ferraz), os deputados estaduais Justino Quintana e Temperani Pereira e as mais representativas figuras de nosso Município. -*-*-*- No dia 10/09/1.992, liderando expressivo contingente de advogados, fomos à residência do Dr. Orlando Oberst Brasil, na Av. General Osório. Em PoA, a OAB-RS tinha homenageado um grupo de advogados que haviam chegado aos 75 anos de idade ou aos 50 anos de exercício profissional. O Dr. Orlando era um deles e não tinha podido ir à metrópole. Fomos levar-lhe o artístico diploma, que pedimos que lhe fosse entregue por seu grande amigo (e cliente) Dr. Armando Azambuja de Almeida, com a assessoria do Dr. Décio Lahorgue. Na realidade, um pergaminho de jubilação. Fizemos um discurso relembrando nossa amizade com o homenageado desde nossos tempos de guri e realçando suas distintas qualidades de lisura profissional e cavalheirismo, ao que o Dr. Orlando agradeceu quase às lágrimas. Sua esposa, a saudosa D. Terezinha e a descendência, então, ao anoitecer, ofereceram aos presentes um expressivo coquetel. -*-*-*-A pedido de nosso irmão José Carlos, dias antes fizemos um levantamento dos nomes de grandes jogadores de nosso Guarany nos tempos de nossa infância e juventude. Selecionamos cinco: Stênio Kluwe Sá (centroavante), pertencente a duas tradicionais famílias daqui, um intelectual da bola. SALVADOR RUBILAR (“El Toto”), uruguaio, grande driblador, meia direita ou meia esquerda. Aposentado, depois passou a massagista e treinador. DANIEL GATTO (Picão, o pai), ponta esquerda, um chute “de canhão”. Terminou a vida como motorista de táxi. DON FARIAS, centro médio uruguaio, cuja mais brilhante característica era “matar” a bola no peito e lançá-la com precisão aos atacantes. VALENCIANO, meia cancha argentino que fazia da pelota o que bem entendia, aguerrido e insinuante, muito “caçado” pelos litigantes.

Texto revisado pelo autor

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