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Dom Gílio, o bispo
Publicado em 27/06/2018

George Teixeira Giorgis

George Teixeira Giorgis

Dom José Gomes, o primeiro bispo que veio povoar nossa Diocese, possuía tipo físico impressionante. Era orador pronto para qualquer solenidade religiosa, civil ou cívica. Falava e logo agradava. Infelizmente, porque se posicionou (certa vez) a favor de uma reforma agrária efetiva e justa, daqui foi retirado para ir a Santa Catarina, onde finalizou seus dias. Após ele, os senhores bispos não recolheram muitos louvores dos fiéis, até que um filho de Lajeado cá veio assumir posto tão elevado na esfera espiritual. Homem aberto ao diálogo e portador de um sorriso permanente sempre onde chegou Dom Gílio já ganhava o apoio e os aplausos. Com magna facilidade de expressão nos ambientes que frequentou e onde lhe propiciaram o discurso ele reiteradamente se houve com exação, equilíbrio, cordura. Porém, o passar dos anos, os trabalhos redobrados, o cruel inverno de Bagé foram minando seu organismo, em especial quanto à locomoção e ele teve de resignar, isto é, renunciar voluntariamente, demitindo-se. Irá volver à região de Santa Cruz do Sul e de Lajeado, onde fez a sua formação e de onde veio. Em seu mandato, várias vezes esteve em Roma e no Vaticano, tendo comparecido a concílios nacionais e internacionais, onde sempre praticou intervenções precisas e adequadas, impondo-se à admiração de seus colegas, de seus superiores hierárquicos e do próprio Papa. Entretanto, sua passagem de vários anos por aqui não será olvidada. Suas prédicas, suas determinações, seus conselhos foram sempre de real valia para Bagé e para toda a região onde se desdobrou o seu governo. Nisso, chamaram a atenção dos ouvintes a profunda ciência que tem da Bíblia Sagrada, a ponderação de sua terminologia, os conselhos sadios que expendeu e o consolo generoso que soube exprimir para ricos e pobres, especialmente para estes últimos. Destarte, sua figura, respaldada pelo sorriso que estimulava, jamais fenecerá nem se apagará da memória dos bageenses. Parafraseando a história romana pode-se asseverar que ele veio para Bagé e aqui viu e venceu. Os que lhe ficaram admirando oram e rezam para que o Criador ainda lhe conceda muitos anos de vida e de saúde, a fim de que possa prosseguir ampliando a sua simpatia, o seu altruísmo e a sua fé. -*-*-*-*-*-*-*-*-*-*- P.S. A intelectualidade local movimentou-se duas vezes recentemente. Dia 15, houve a abertura da Galeria de Arte Edmundo Rodrigues no Palacete Pedro Osório. Ainda, no dia 17, Ângela Zaffari (novamente) patrocinou, na Av. Marcílio Dias, uma luzida exposição de fotos e acessórios de Cármen Lúcia Costa e Julinho Pimentel. -*-*-*- Dias atrás, na Artilharia (comandante = Ten. Cel. Marcelo V. Germano de Moraes), festejou-se mais um aniversário de fundação daquele expressivo Grupo, com a impecável organização de sempre. -*-*-*- Conta-se que perguntaram certa vez ao célebre político britânico Winston Churchill qual a razão de sua longevidade e saúde. Ironicamente, ele retorquiu: “O esporte. Nunca o pratiquei!”. -*-*-*- A sociedade local lamentou dias antes o passamento do Sr. Adão Arcanjo Pedra, pecuarista, um homem lutador e leal. 

Texto revisado pelo autor

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