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Diversas 83088
Publicado em 25/04/2019

George Teixeira Giorgis

George Teixeira Giorgis

A tríade romântica da antiga literatura portuguesa era composta pelos escritores João Batista da Silva Leitão de Almeida Garret, Alexandre Herculano de Carvalho Araújo e Antônio Feliciano de Castilho (filho de Lisboa, como Herculano), ao passo que Garret nasceu no Pôrto.
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         A Rua Comandante Carneiro (sucumbido em acidente aéreo) fica perto de nosso Aeroporto. A Rua Dr. Athos Aramis Babot Budó (advogado bageense que foi atuar no Paraná) está no Passo do Príncipe. E a Rua Assis Brasil no bairro Dois Irmãos. Filho das Pedras Altas, Assis foi um dos mais respeitados políticos dentro do RGS e do país.
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         Quase em frente ao Clube Comercial tínhamos antigamente as Casas Pernambucanas, gerenciada a loja pelo rotariano Jacy Bento Costa. E, ao lado, a Casa Sedutora (calçados), com matriz em Pelotas e aqui norteada por Antônio Pinho (torcedor caloroso do G. E. Brasil e do Guarany F. C.). Na calçada do Comercial destacava-se a Casa Comercial (joias, relógios, etc.) do Sr. Dorval Duarte Ferrugem (ardente rotariano) e muito bom orador. Chamava-se “Relógio monstro”. Na esquina onde está a Panvel (Av. Sete com Mons. Costábile Hipólito) achava-se o Banco Industrial e Comercial do Sul (Sulbanco) aqui dirigido, por largo tempo, pelo Sr. Eurico Lerch, tendo como contador Erly Borba Inghes. O Banco Nacional do Comércio (hoje “Casa de Cultura”), na Av. Sete com Gen. Netto, foi aqui dirigido (por várias décadas) pelo Sr. Ney Cunha Carneiro (pai de Glênio, Mariney e de Ney Mário), esposo da intelectual dona Maria Mercio Carneiro.
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         Quando Guarany e G. E. Bagé (nos velhos tempos) aqui conquistavam o campeonato anual, no domingo à noite, na Av. Sete, deslocava-se imponente passeata com os torcedores carregando o pavilhão jalde negro ou alvirrubro. Tudo terminava na frente da sede social, com foguetes e discursos. Visitava-se também o saudoso “Correio do Sul”.
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         Depois da queda da ditadura Getúlio Vargas, em 29/10/1.945, realizaram-se primeiramente eleições presidenciais em nosso país, vencendo o Gen. Eurico Gaspar Dutra (PSD-PTB). Logo após pleitos estaduais e, no RGS, o PSD vitoriou-se com o Engº Walter Jobim. Aí marcaram-se eleições municipais para 15/11/1.947. Em Bagé, concorreram o exator estadual e médico-clínico Dr. Carlos Antônio Kluwe, pelo PSD e o major-veterinário Dr. João Lemos Filho, pela UDN – Partido Libertador e PTB. Venceu o Dr. Kluwe. O voto não era vinculado e o Dr. Camilo Gomes (médico) foi escolhido vice-prefeito (UDN – PL – PTB) superando o Dr. Atila Taborda (PSD). Taborda, quiçá o médico mais humanitário que Bagé conheceu, nunca logrou vencer a eleição para a Prefeitura. Vencia nas urnas da cidade e da campanha e era derrotado nas vilas e subúrbios! O Juiz Eleitoral era o Dr. Dionysio Lima da Silva, que aqui se casou com moça da família Azambuja. No pleito que estamos focando, os libertadores elegeram um vereador, o Sr. José Gomes Filho. A UDN um, o jornalista Antônio Saturnino Corrêa de Brito. O PTB três: Dr. João Batista Fico, Profª Lígia Farinha de Almeida e Iolando Machado (este no lugar do Dr. Infantini, que não quis assumir). E o PSD fez uma larga bancada: José Carrion Moglia, Protásio da Rosa Fagundes, Silvio da Silva Tavares (o mais votado para o legistativo), Zoroastro Lamote, Francisco de Paula Pereira (Chiru Pereira), João Baptista Loguércio, Octávio Assumpção e Martin Magalhães Rossel. Por substituição, no período, também ocupavam ali cadeiras os Srs. Antenor Gonçalves Pereira, Catão Madruga Perez e Álvaro Lopes Brasil (Nenê). A Lei Orgânica do Município foi promulgada em 26-02-1.948.
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         Foi deveras sentido o passamento de Aracy Dill, por tantos e tantos anos a atendente de portaria do Colégio Espírito Santo. Ao seu tempo, sabia os nomes de todas as alunas!

Texto revisado pelo autor

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