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Publicado em 18/04/2019

George Teixeira Giorgis

George Teixeira Giorgis

Na língua portuguesa, “devaneio” é um sonho, uma fantasia. “Vaticínio” é um prognóstico, profecia. “Perfilar” = alinhar. “Guisa” = maneira, modo, jeito. Na língua francesa, “noeud” = nó. “Toast” = torrada. Na língua inglesa, “pedigree” = estirpe, linhagem. E “stream” = riacho, córrego.
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         O nosso escritor Augusto Frederico Schmidt era carioca e morreu em 1.965. Austregésilo de Ataíde era filho de Caruaru (Pernambuco). Gonçalves Dias era maranhense. E Gonçalves de Magalhães fora filho do Rio de Janeiro. Este faleceu em 1.882 no exterior. Múcio Teixeira nasceu em Porto Alegre e morreu no Rio de Janeiro, em 1.926. Manoelito de Ornellas era gaúcho de Itaqui.
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         Em Bagé, a Rua Profª Suely Pereira (no Morro de Belém) presta homenagem póstuma a uma professora, que atuava na antiga Secção da Receita da Municipalidade. Seu pai, Israel Pereira, ferroviário foi suplente de vereador pelo PSD (eleições realizadas em 1.947). Educou todas as filhas. Uma delas, Recy, foi colega de aula de minha irmã Arlene, no Espírito Santo. -*-*-*- O Sr. Elpídio de Medeiros Ruiz foi suplente de vereador (PSD) também no pleito de 1.947. Era o proprietário da Livraria “A Predileta” na Av. Sete, próxima à hoje denominada Rua Sen. Salgado Filho. Atrás de uma vitrine, havia várias poltronas “de palha”, onde tomavam assento os então intelectuais bageenses (pela tarde), que ali vistoriavam e manuseavam obras recém-chegadas (Júlio Duarte Vaz, Waldemar Amorety Machado, Bernardino Giorgis, Dr. Lourenço Lahorgue, Dr. Breno Fischer, Dr. Paulo Thompson Flôres, Pelayo e Gonçalo Perez, Pedro Rubens Wayne, entre outros. O Sr. Elpídio teve três irmãos (que conheci): Dorval (pecuarista), Ramiro e Aniceto (donos de farmácias).
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         Cá em Bagé, a Rua Pelotas fica atrás do Obino Hotel. A Rua Dr. Athos Babot Budó: no Passo do Príncipe. A Rua Dr. Eduardo Contreiras Rodrigues: no Passo do Príncipe. A Rua Comandante Lili Lucas Souza Pinto: no Jardim do Castelo. A Rua Ivo Miranda Collares: no núcleo Madezzatti. A Rua Tomás Antônio Gonzaga: perto do Aeroporto Federal. A Rua Mauro Mattos: no bairro São Judas Tadeu. A Rua Cornélio Martins da Silva: no Jardim do Castelo.
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         Até os primeiros anos da década de 40 a cidade de Bagé possuia quatro clubes profissionais de futebol: Guarany, G. E. Bagé, Ferroviário e República. Santana do Livramento quatro: 14 de Julho, Grêmio Santanense, Armour e Fluminense. Pelotas cinco: Brasil, Pelotas, Farroupilha, Bancário e Fiateci. Santa Maria três: Riograndense, Internacional e Guarany Atlântico. Rio Grande quatro: Rio Grande, Riograndense, São Paulo e General Osório. E Uruguaiana três: E. C. Uruguaiana, Sá Viana e Ferro Carril. E hoje?
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         Quando eu e Juca fomos estudar em Porto Alegre (1.951) no Colégio Rosário, quanto a futebol profissional lá disputavam Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Força e Luz, São José, Renner e Nacional. O maior estádio (arquibancadas de cimento armado) era do Internacional no bairro Menino Deus (o Estádio dos Eucaliptos). No do Grêmio (na Baixada, Moinhos de Vento) as arquibancadas eram de madeira. Na equipe, na época, brilhava o lateral direito bageense, Bexiga, que “levantava” a torcida quando pegava a pelota!
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         Na época acima mencionada, o encontro primacial dos estudantes bageenses na “Rua da Praia” acontecia sábados e domingos à noite, quase na esquina da Av. Borges de Medeiros. Trocavam-se jornais (“Correio do Sul”), falava-se nas últimas novidades chegadas da “Terrinha”, discutia-se a trajetória do Guarany e do G. E. Bagé, a política daqui, etc. Foram tempos inolvidáveis! E que, evidentemente, não volvem mais!
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         Segundo reportagens de caderno especial de fim de semana do “Correio do Povo”, a batata é o 3º alimento mais consumido no mundo, atrás somente do arroz e do trigo. A região sul do Brasil produz 31,5% da colheita nacional e é a segunda do país no setor.

Texto revisado pelo autor

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