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Diversas 81978
Publicado em 15/03/2019

George Teixeira Giorgis

George Teixeira Giorgis

A tendência do Carnaval, em cidades do interior, é desaparecer. Os adultos dão-lhe as costas e a petizada e parte da mocidade são os que ainda pulam. Relembro bem os meus tempos da juventude, dos magnos desfiles noturnos pela Av. Sete (integralmente lotada), com o pessoal deslocando-se daqui para ali e os blocos, com suas cornetas, fantasias e tamborins movimentando nossa avenida principal. Findo isso, os salões do Recreativo, Caixeral, Comercial enchiam a pleno, com rigorosa fiscalização à entrada. Era impressionante o número de forasteiros e de bageenses residentes noutras comunas que religiosamente vinham a Bagé para as festas. No Comercial, contratávamos orquestras e conjuntos com um ano de antecedência. Para os festejos de Momo, em norma era a orquestra do Caldeira. Na hora de findar os bailes, com a maioria dos foliões “suada” pelo whisky ou pela cerveja, estes não queriam que os folguedos terminassem, especialmente na 3ª feira. Mostravam dinheiro para pagar “a prorrogação”, mas os donos dos conjuntos não cediam e a festa findava na hora certa. Fantasias magníficas (e suntuosas) eram então exibidas, com “concursos” no baile noturno e no baile infantil. Também registravam-se “brigas”. E, pela tarde, em nosso tempo de diretoria no Clube Comercial, esta se reunia e proclamava “a suspensão” aos infratores fosse de que família fosse! Tais eventos, tão buliçosos e alegres, nunca mais voltaram. Agora mesmo (disseram-nos) não se efetuaram bailes momescos em nossas principais entidades, as quais passam mais “fechadas” do que “abertas” pela ausência (e desinteresse) de frequentadores e associados.
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Em nossa língua, “dúbio” = vacilante, duvidoso. “Pressentir” = antever, adivinhar. “Turbação” = desordem, confusão. “Jamegão” = firma, assinatura. Em inglês, “exit” = saída. “Mail” = correio, correspondência. Em francês, “déranger” = incomodar. “Haricot” = feijão.
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O escritor português Fernando Pessoa nasceu em Lisboa (1.888) e faleceu também naquela capital (em 1.935). Outro mestre da literatura lusitana Júlio Dinis nasceu e morreu na cidade do Porto (1.839-1.871). “As pupilas do Senhor Reitor” foi sua obra-prima. Já Eça de Queiroz veio ao mundo em Póvoa de Varzim e morreu em Paris em 1.900 (com 54 anos). Falando-se neste são relembradas. “A cidade e as serras”, “Relíquia”, “As pupilas do Senhor Reitor”.
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Aqui em nossa Bagé a Rua Orvandil Luz (comerciante e vereador) está no bairro Getúlio Vargas. E a Rua Mãe Luciana no Passo do Príncipe. A Rua Brasília no núcleo Mascaranhas de Moraes. E a Rua Avelino Marques Chaves no Arrabalde Estrela D’Alva. Este último parece que era ferroviário.
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O Dr. Jorge Luiz Dias Fara está “grande” no seio da atual diretoria da OAB-RS. Algum dia, tomará assento na cadeira presidencial ali.
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Allef Brasil Saliba e Lucas Saliba de Souza estão entre os jovens bacharéis do curso de Direito da Urcamp. Formatura: dia 15 de março, 19 horas, Salões da Associação Rural de Bagé. Faceiríssimos também os genitores Dr. João Oliver Saliba – Isolda Maria Figueira Brasil Saliba e João Honor Coirollo de Souza e Drª Herminda Elizabete.
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Mário Teixeira Codevilla: com sua ida aos páramos eternos foi-se também um pedaço valioso da história futebolística de Bagé, da qual ele foi um dos mais preciosos locutores e comentaristas.
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Jamais poderão ser negados os beneméritos serviços prestados pela recém-falecida dona Zuleica Torrealba à sociedade de Bagé nos mais variegados aspectos de atividades. Fez aqui circular muito dinheiro, empregou gente à vontade e patrocinou empreendimentos da mais alta relevância. Será sempre recordada!
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Êxito completo, confraternização generalizada, organização impecável caracterizaram o dia 12 como uma data expressiva para os advogados bageenses, que puderam confraternizar, com ordem e congraçamento, no auditório do Museu Dom Diogo de Souza. Foi uma das mais animadas festas havidas aqui em torno da profissão de advogado. Parabéns ao Dr. Marinho e colegas 

* Texto revisado pelo autor

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