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Publicado em 18/04/2018

George Teixeira Giorgis

George Teixeira Giorgis




Falando-se de “idos tempos” da história de Bagé, rememore-se que, no segundo reinado, os municípios eram governados por juntas administrativas compostas de seis membros (tempos de Dom Pedro II). Vinda a República, em outubro de 1.891 foi eleito o 1º Conselho Municipal (hoje seria a Câmara de Vereadores). Em 1.892 um triunvirato assumiu a administração municipal, composto dos respeitáveis cidadãos José Otávio Gonçalves, João Antônio Damé e Nereu Martins. Depois, nomeado pelo governo estadual, em 20/04/1.893, nossa Bagé passou a ser dirigida pelo Intendente Cel. Antônio Xavier de Azambuja, que ficou até 1.897. Neste ano, realizaram-se eleições diretas para escolha do Intendente e de seu Conselho, quando eleito foi o major José Otávio Gonçalves, tendo como vice o cidadão Viriato Vieira da Silva. José Otávio ora era chamado de “major” ora de “coronel”, pois auferira títulos honoríficos do governo da União e do RGS.
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Acabamos de ler “O sangue dos outros” da famosa autora francesa Simone de Beauvoir, a companheira de Jean Paul Sastre (242 pgs.), livro que adquirimos em PoA no dia 14 de junho/1.986 em viagem por lá. Com um final emocionante, relemos agora “As maluquices do imperador”, de Paulo Setúbal, edição de 1.928, que meu pai adquiriu (como a maioria de seus livros antigos) na famosa Livraria Universal (de Echenique& Cia.) de Pelotas. Setúbal, com fineza e linguagem atraente, traça todos os triunfos, aventuras e percalços da vida de nosso 1º Imperador, Dom Pedro Iº, até sua volta a Portugal para guerrear seu irmão Dom Miguel, que usurpara o trono da sobrinha dona Maria da Glória; e sua morte (precedida de lenta agonia). Num trecho em que relata o nascimento de Dom Pedro IIº, com a criança nos braços do genitor, Setúbal frisa galantemente: “Ali estava, vermelho, redondinho, aquele que devia ser, no Brasil, o homem que nunca teve uma fraqueza, o caráter que nunca teve uma falha, a individualidade que nunca teve uma decaída. Sábio, honrou a ciência; cidadão, honrou a pátria; rei, honrou o cetro”. No momento (405 pgs.) finalizamos “O homem mais perigoso do país”, de R. S. Rose, traçando a biografia e as atividades de Filinto Müller, filho do Mato Grosso (por onde for Senador). E que, na ditadura do Dr. Getúlio Vargas, foi o temido chefe de polícia, acusado de ordenar torturas e maldades, nas prisões da época, naquele período tão pesado da vida política nacional.
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É preciso que seja melhorada a sonorização da Matriz de Nossa Senhora Auxiliadora, pois quase não se escutam as leituras. A propósito do vistoso templo católico, recordo que a doação da imagem central (altar) foi obra de minha tia Elisa Giorgis Rodrigues (dona Coluxa), que habitava em prédio de Marcílio Dias, hoje nos fundos do educandário. Em nossa mocidade, ali era a frente e por onde ingressavam os alunos (após a terceira “batida” ou “sinal” dos sinos).
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É interessante o esforço que obram os atuais condutores do Instituto Municipal de Belas Artes (IMBA) para manter as aulas e os constantes espetáculos de danças, concertos, etc. Muita gente desconhece que aquele prédio (na Av. Sete) não é da Municipalidade. E, sim, de propriedade da Sociedade Espanhola de Bagé. Quando as colônias portuguesa, italiana e espanhola eram crescidas, em número, cá na “Rainha de Fronteira”, o prestígio de tais associações era muito expressivo. -*-*-*- Lamentavelmente, de modo súbito nos deixou a Drª Maria Luiza Lemieszek Pereira, colega fina e educada, casada com o Dr. Luis Clóvis (nosso companheiro de idos tempos da mocidade lá em Porto Alegre e nas férias em Bagé). Fixando-se aqui pelo casamento, formou-se ela nas primeiras turmas da Funba. E sempre foi uma profissional fina e educada. -*-*-*- Imprensa: em 10/10/1.952 saiu uma carta minha no saudoso “Correio do Sul” a respeito do aniversário do jornal. Em 1.953 foi inserida minha primeira colaboração no “Diário de Notícias” da capital. Em 14 de maio de 1.955 eis publicada minha primeira colaboração no “Correio do Povo” (onde escrevo uma carta, mais ou menos semanalmente, até agora, como também ocorre no “Jornal do Comércio”). -*-*-*- Amanhã, 19 horas = homenagem da Câmara Municipal aos 85 anos da fundação da Subsecção da OAB. -*-*-*- Dia 29 (19h30min) no Clube Comercial nova noite de intelectualidade: leilão de pratarias, pinturas, etc. sob o patrocínio de Ângela Zaffari, Martha Corrêa e Nicholas Bublitz, sendo leiloeira oficial Marly M. Dischinger. -*-*-*-  Amanhã, solenidade no quartel da Artilharia.

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