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Diversas 60107
Publicado em 15/03/2017

George Teixeira Giorgis

George Teixeira Giorgis

Ao versar a produção da prova testemunhal (art. 450) o Código de Processo Civil ensina que, ao apresentar a relação (o rol) de suas testemunhas, o autor (ou o réu) deverá bem identificá-las. Então, ali, haverá de inserir o nome exato, a profissão, o estado civil, a idade, o nº da inscrição no CPF, o nº constante na Carteira de Identidade e o endereço completo (da residência e do local de seu trabalho). -*-*-*- Antes do final de 2.017 o CTG-93 alcançará o mês de seus 65 anos de fundação. -*-*-*- As repartições dos Correios (outrora tão eficientes), depois que suas chefias máximas passaram a experimentar influências dos partidos políticos dominantes, entraram em declínio impressionante. Os “portes” bem pagos (Sedex, encomendas comerciais, etc.) passaram a ser os únicos serviços preferenciais. Cartas simples, jornais, impressos, contas, etc. são relegados a atrasos enervantes. No interior, os funcionários (em número distante do ideal) fazem o que podem. Parece que é na capital onde reina a demora maior.
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         O famoso líder político maragato Dr. Assis Brasil (filho de Pedras Altas) afirmava: “Adoro o frio, mas perto do fogo”. E outro corifeu da mesma agremiação o guerreiro Honório Lemes (e, não, Lemos): “Luto por um regime em que as leis governem os homens e não em que os homens comandem as leis”. -*-*-*- Nosso Código Civil (art. 1.556) estatui: “O casamento poderá ser anulado por vício de vontade, se houver por parte de um dos nubentes, ao consentir, erro essencial quanto à pessoa do outro”. -*-*-*- Nosso colega Dr. Antônio Carlos Silva de Ramos, que os mais íntimos chamam de “Maria”, passou pela desdita de perder seu venerando genitor, que já houvera passado dos noventa anos.
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         Três últimos livros que acabamos de ler (ou de reler): “Cortejo do Divino” (de Nélida Piñon), contos. Não faz o nosso gênero. “Os chefes”, do peruano Mário Vargas Llosa, contos, obra que não nos agradou como houvera sucedido com o livro anterior dele, que aqui comentamos na semana ida. E “Eu sou Artur Arão”, história de um guerreiro gaúcho, revolucionário por excelência, de autoria do lavrense Ludovico Meneghello, muito atrativo. -*-*-*- Sr. Luís Fernando da Silva Paiva (gerente do Centro de Distribuição dos Correios de Bagé): um varão idealista, com a ânsia de acertar e de servir no funcionamento e atendimento da repartição ao seu encargo. Parabéns! -*-*-*- Nilceu Machado Conde: a velha livraria Predileta, onde meu pai atuou, na calçada do Avenida e que eu, gurizote, tanto frequentava. Lá assentavam os amantes da literatura em Bagé. O dono era Elpídio de Medeiros Ruiz. O gerente = Angelino Previtali. Os funcionários: dona Célia, dona Margarida, Ângelo Robaina, Aljava Machado e Nilceu Machado Conde, este de simpatia sempre contagiante. Quando a livraria passou à propriedade de Angelino e Nilceu, meu genitor conseguiu que seu sobrinho Binho Osório lhes alugasse a parte térrea do edifício fronteiro ao IMBA, onde nova e moderna livraria foi instalada. Ali comprávamos nossos cadernos e livros escolares. E, voltando formados de PoA, as obras e coleções jurídicas, cujas prestações os donos nos facilitavam. Falecendo Previtali, Nilceu colocou o comércio na parte térrea de seu sobrado, na calçada do “Correio do Sul”, onde sua consorte tanto o ajudou. E onde se consolidou como empresário até aposentar-se definitivamente. Além das quatro filhas e netos, que restaram, seu amor maior foi o Guarani F. C., a cujas pugnas não faltava. Teve um sepultamento consagrador na tarde-noite de sábado, com seu esquife coberto pela bandeira e por uma camiseta do clube de seu coração. Lá de cima, por certo ele, ele continuará a torcer pelo vermelho e branco da Estrela D’Alva!

Texto revisado pelo autor

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