Diversas 55127
Publicado em 05/10/2016

George Teixeira Giorgis

George Teixeira Giorgis

         Não demorará o transcurso dos trinta dias contados desde a data em que faleceu e foi sepultado o jornalista Mário Nogueira Lopes. Seu nome inseriu-se com solidez na história do rádio e da imprensa de Bagé, de que ele foi filho dos mais devotados. Eu estava com meu pai no velho pavilhão de madeira do Guarany F. C. na Estrela D´Alva. Lá embaixo, à beira do gramado, uma mesinha com o representante da Liga Bageense de Futebol (e cronometrista). Ao seu lado estava um moço, a quem o meia-esquerda Franquito (do G. E. Bagé) veio abraçar. Era o começo da década de 40 (mais ou menos). E perguntei ao meu genitor quem era aquele cidadão. E seu Bernardino retorquiu: é um cronista desportivo, filho do Túlio Lopes. Mário comentava na “Voz do Povo”, serviço de alto-falantes do castelhano João Carlos Champanini, falando sobre futebol e imprimia uma revista desportiva, analisando especialmente o pé-bola. Passadas as décadas, Mário assumiu o rádio jornalismo na novel Rádio Difusora. Ainda na década de 40, relembro, atuou na locução, no setor desportivo e de novelas (“Teatro em Família”) de nossa primeira emissora, a Cultura, então ZYG-4, orientada por Heraldo Duarte. Transmitiu, pela primeira vez, numa emissora daqui, o jogo Guarany versus Guarany de Cachoeira (Campeonato Estadual). Por fim, veio para o “Correio do Sul”, onde, em certo tempo, alternou a chefia da redação com Waldemar Reis (com quem mal se dava). Até que, em determinada altura, prestigiado por Darcy Barcellos, Carlos Rodolfo, Carlos Sá Azambuja e Miguel A. Kalil, assumiu a chefia de tudo, tendo a seu lado o amigo fidelíssimo José Higino Gonçalves. Então, com muito denodo e esforço, manteve o “Correio do Sul” enquanto deu, sendo ainda “relações públicas” dos governos Azambuja. Dele pode assegurar-se que não fazia mal a ninguém e era deveras equilibrado no que redigia. Soube, no jornal, ser muito amigo dos subordinados. Facultou o surgimento de muitos colunistas e colaboradores. A estes sempre buscava aconselhar o que convinha (e o que não convinha) vir à luz. Redigiu vários livros, logo publicados, procurando relembrar vultos eminentes da “Rainha da Fronteira” ou que aqui se distinguiram, pois possuía memória histórica invejável. Nos últimos tempos, a doença impediu que recebesse visitas. Mas Deus fê-lo durar 93 anos, sempre bem acolitado por irmãs e sobrinhos, de que foi o líder e guardião. É uma figura que merecerá sempre ser recordada, pelo bem que fez a Bagé e à sua gente!
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         As eleições municipais locais foram vencidas (de maneira facílima) pela coligação liderada pelo PTB. Oxalá o novel chefe da comuna consiga conservar maioria sólida no Legislativo, porque senão enfrentará a oposição atroz que o atual prefeito arrostou. Nunca um candidato ao nosso Executivo atingiu votação tão acachapante. Vamos ver (de janeiro em diante) como ele se desdobrará na distribuição de cargos ao amplo contingente de partidos que o amparou e como desenvolverá “a ginástica” para cumprir tudo o que prometeu realizar. Que Deus o proteja, para o bem de Bagé!
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         Parabéns ao nosso amigo Domingos Wagner Rosa Vaz, ex-servidor de nosso Foro. Ele, a mãe da moça e o esposo da cidadã em foco estão deveras regalados pelo êxito intelectual de nossa jovem colega Ana Carine Nunes Vaz Tavares (OAB-RS nº 49.676). Depois do magistério superior em Direito, ficou pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho pela Anhanguera (2.012). Firmou-se em Proficiência em Espanhol (2.014). E, agora, 2.016, pela Univ. Federal de Pelotas, é Mestra em Sociologia, com tese sobre a vida e experiências da Polícia Militar, sob a orientação da Profª e Drª Maria Thereza Rosa Ribeiro. Trajetória exitosa, pois. E muito exitosa!
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O radialista bageense Nélson Abreu novamente foi eleito Vereador (PDT) em Santiago, RS, onde labuta há muitos anos. -*-*-*-*-*-*- Preços do feijão, da carne, do café, do açúcar, etc. não param de serem alterados. E sempre para cima!

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