Diversas 54281
Publicado em 07/09/2016

George Teixeira Giorgis

George Teixeira Giorgis

Na minha recente estada em Porto Alegre (e volvendo a Bagé) tenho aproveitado para pôr-me em dia com a literatura. Nas últimas duas semanas percorri: a) “Carlos Lacerda – um raio sobre o Brasil”, de João Pinheiro Neto (mineiro), em 194 páginas; b) “A tristeza pode esperar”, do famoso médico gaúcho J. J. Camargo, que se especializou em transplantes. Na obra (213 pgs.) ele reproduz crônicas e artigos que inseriu, aos sábados, em “Zero Hora”; c) “Descendo da nuvem”, de Léo Iolovitch, crônicas em 271 pgs., que o autor bondosamente me remeteu. Léo (consagrado advogado na metrópole) é casado com filha do saudosíssimo Min. Paulo Brossard, O prefácio é redigido pelo Prof. Sergius Gonzaga; d) “Personalidades de um século em Bagé” (volume II) do estimado amigo jornalista Mário Nogueira Lopes (106 pgs.), saído em 2014; e) Em 92 pgs., do professor conterrâneo Ivan César dos Santos Pinheiro, “História do RGS” (para estudantes e curiosos), que veio a lume no ano ido. Os dois últimos livros recém os adquiri em livraria local. É escusado repetir que a leitura acarreta a cultura geral. E, nesse ponto, eu e meus irmãos seguimos o exemplo de nosso pai, que era um devorador de livros. Ele, o Dr. Paulo Thompson Flôres e o Sr. Júlio Duarte Vaz mantinham as maiores e mais sortidas bibliotecas particulares de Bagé, como sabido (e sempre atualizadas).
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         Nas primeiras eleições estaduais livres, após a redemocratização do Brasil, instalou-se a Assembleia Constituinte Gaúcha, que redigiu a Constituição do RGS de 1.947, instalada que foi em 10/03/47, sendo dela eleito presidente Edgard Luiz Schneider (do Partido Libertador), que, aliás, na Fac. Direito de Porto Alegre, foi nosso professor de “Ciências das Finanças” em 1.954. O 1º e o 2º Vices foram Joaquim Duval (PSD) e Victor Graeff (UDN). E secretários: Hermes Pereira de Souza (PSD), Helmuth Closs (PRP), Dionélio Machado (PCB) e Nestor Jost (PSD). Uma mesa múltipla, pois. Nesse parlamento gaúcho (1.947 a 1.950), os eleitores lá colocaram três deputados do Partido Comunista Brasileiro; quatro do Partido de Representação Popular (ex-integralistas); cinco do Partido Libertador; quatro da UDN; 16 do Partido Social Democrático (PSD); e 23 do Partido Trabalhista Brasileiro (getulistas). Total = 55. De Bagé = ninguém. O mais votado = José Diogo Brochado da Rocha (PTB), com 20.452 votos. Da bancada petebista faziam parte João Goulart, Fernando Ferrari e Leonel Brizola.

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         Na sede da OAB/RGS, em Porto Alegre, na passada semana, em sessão deveras solene, assisti ao juramento e entrega de carteiras a diversos novos advogados (devidamente fardados, com toga e tudo), entre os quais estava minha primeira neta Gabriela, formada na PUCRGS em janeiro último e que passou no rigoroso exame de admissão à entidade classista. Auditório cheio, a diretoria da OAB também “fardada”, discursando o presidente, uma colega (membro do Conselho Seccional) e um juramentado. Lá estiveram os avós maternos dela, a irmã Geórgia (acadêmica de Administração de Empresas na PUC) e os pais, meu filho George e minha nora Fernanda (foi esta que lhe entregou a Carteira ao lado do presidente do Conselho Seccional). Nunca pensei que Deus ainda me concederia, na sua Graça, tomar parte em tal festividade. Como os anos passaram!

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         O Sr. Nércio Peduzzi (um dos donos do “Bazar da Moda”), fundador do Rotary Clube de Bagé, foi dos mais influentes membros do comércio bageense. Presidiu também o Clube Caixeral em 1.929 e faleceu em 1.955. O Sr. Ney Cunha Carneiro ingressou no antigo Banco Nacional do Comércio  S. A. quando tinha 15 anos e aqui foi galgando todos os postos. Com 28 anos já era gerente, cargo em que se aposentou. Nunca aceitou ser transferido da gleba natal. Trabalhou ali por 45 anos e presidiu o Clube Comercial, sendo casado com dona Maria, pai de Glênio, Mariney e Nei Mário. Por incrível que pareça, com todos os serviços antes assinalados, nenhum Vereador, até hoje, se lembrou de propor os dois nomes acima para encimar uma placa de rua em Bagé, quando (seguidamente) nomes desconhecidos, para tanto, são homenageados por nossos edis municipais.

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         Até hoje não compreendo porque a líder comunitária (Passo do Príncipe – Vila Gaúcha) Srª Stela Mara Pereira não se candidatou a “Vereador”. Era eleição certa. -*-*-*- Carlos Alberto Ducos e Heráclito (“Tato”) Moreira: sem eles não haveria entusiasmo e idealismo no futebol cá em Bagé. -*-*-*- Sete de Setembro: uma data de meditação, apagando as coisas más e relembrando as coisas boas que a pátria brasileira nos propicia e proporciona!

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