Diversas 50463
Publicado em 11/05/2016

George Teixeira Giorgis

George Teixeira Giorgis

Advogado

De “Relíquias de Casa Velha” (de Machado de Assis), que relemos na ida semana, extraímos: a) “A solidão e o silêncio são asas robustas para os surtos do espírito”; b) “A injustiça da natureza acostuma a gente aos seus golpes”. -*-*-*- Outros nomes de vias públicas cá em Bagé: Rua Dr. Paulo Barcellos da Silveira = na Vila Damé. Rua Prof. Luís Carlos Medici e Rua Profª Teresinha de Jesus Almeida Severo = no loteamento Bela Vista. Rua Dr. Carlos Kluwe = na Vila Kennedy. Rua Carlos Coradini = no núcleo Ivo Ferronato. Rua Prof. Getúlio Souza Pereira = no núcleo Nova Esperança. Rua Angelino Paletta Previtali = no núcleo Ivo Ferronato. Rua Zumbi dos Palmares = no bairro Arvorezinha. Rua Ivo Miranda Collares = no núcleo Madezzatti. Rua Ottomar Krob = na Vila Hidráulica. Rua Terêncio D. Sarmento = no bairro Fênix. -*-*-*- O casal Jorge Caggiano – dona Nilza Caggiano integrava o antigo funcionalismo da Municipalidade e eram muito categorizados ante os contribuintes e perante seus colegas na velha Prefeitura. Jorge era irmão do Prof. Taylor Caggiano, um orador expressivo e eloquente nos comícios getulistas e petebistas no passado político local. -*-*-*- Falando-se na velha Prefeitura, relembramos o Sr. Walter Corrêa Conceição, que foi Secretário na Municipalidade por muito tempo. Conhecia a fundo a legislação. Redigia discursos e notas oficiais para muitos prefeitos. Era, por igual, excelente orador, contabilista de diversas firmas e possuía preciosa biblioteca literária. Seu partido era o PSD; e, quando ficou viúvo, foi morar em Novo Hamburgo com um parente próximo, em cuja localidade veio a falecer. -*-*-*- Dona Nedy Perez Rodrigues, quando lá laborava, foi outra extraordinária colaboradora da esfera administrativa municipal. Servia na Secção da Receita e cumpria suas obrigações com zelo e muita pertinácia. -*-*-*- Quando desponta o mês de maio relembramos sempre os nossos tempos de aluno ginasial no Auxiliadora, porque era o mês solene de Nossa Senhora, a cujas novenas (com nossa mãe) íamos todos as noites, muitas vezes debaixo de inclemente frio. Como já várias vezes repisamos nesta coluna, as novenas então eram suntuosas, emotivas, imponentes. O templo superlotava. Os oradores salesianos (um a cada noite) empolgavam. E o ingresso do desfile (anjinhos, pajens, sacristães, Congregação Mariana, Irmãos Vicentinos, Irmandade do Santíssimo Sacramento, as Filhas de Maria, o cortejo de sacerdotes, os mordomos do dia, o casal de festeiros) eletrizava e animava os corações católicos. Daquela época para cá já se esvaíram setenta anos! -*-*-*- Profª e Drª Edy Viña Pereira (advogada e mestra) e seu marido José Alves Pereira (comerciante de relógios e joias ali na Salgado Filho), mineiro de São Lourenço e integrante do Rotary Clube Bagé – Norte. Um casal que estava em tratamento de saúde na capital (onde tinham apartamento) e que faleceram um bem próximo do outro, sendo lá sepultados. Deixaram saudades entre suas amizades! -*-*-*- A intelectual e “marchand” Ângela Zaffari, radicada em Bagé por união familiar (e que tão bem cá se integrou), exibia-se faceiríssima pelo comparecimento maciço (e intelectualizado) à abertura de nova exposição artística em seu "atélier" à noite do dia 4 (e que prosseguirá até o dia 24). -*-*-*- Mais dois antigos amigos partiram (sexta-feira) para “um mundo” de onde não mais se retorna: pela manhã foi sepultado o Dr. Darcy Batista do Couto, que foi nosso colega antigo na advocacia, depois optando (por concurso), acertadamente, pelo cargo (onde se aposentou) de Fiscal do Ministério do Trabalho. Pela tarde, foi inumado o Sr. Ito Carvalho, filho das Minas Gerais, nosso colega de mocidade na Rua Bento Gonçalves, intelectual preparado e muito lido. Como se acentua em tais ocasiões: é a vida! -*-*-*- Novo Código de Processo Civil (art. 746): alguém acha, descobre uma coisa alheia perdida. Apresenta-a ao juiz da comarca. Este manda redigir “um auto”, constando a descrição circunstanciada de tal bem e as informações do descobridor. Tudo está inserido no título “Coisas Vagas”. Mas, na prática, é algo difícil de suceder. Interdição (art. 746 até 758): o laudo do perito nomeado, que examinar o interditando, se for o caso, especificará os atos para os quais será necessário nomear-lhe um curador (par. 2º do art. 753). -*-*-*- Há elogios para a alimentação servida no Restaurante Popular, na antiga Cobagelan, que já chega preparada de fora. -*-*-*- Tráfego desordenadíssimo na avenida principal de Bagé (e transversais) nas sextas-feiras e na manhã dos sábados. É “uma tragédia” para quem então dirige seu carro, tendo de fazê-lo “com nervos de aço”. Quando teremos fiscalização nas esquinas em tais ensejos?

*Texto revisado pelo autor

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