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Diversas - 16 de setembro
Publicado em 16/09/2019

George Teixeira Giorgis

George Teixeira Giorgis


    Nosso Código Civil atual (que data de 2.002) estabelece em seu art. 734 (transporte de pessoas) que o transportador responde pelos danos causados às pessoas transportadas e suas bagagens, salvo motivo de força maior. No contrato de transporte será reputada “nula” qualquer cláusula que exclua a responsabilidade do transportador. Já nosso Código de Processo Civil (de 1.973) estipula que a sentença que não determina o valor devido deverá partir para sua “fase de liquidação”.
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    Meu pai, Bernardino Giorgis e seus amigos Sr. Júlio Duarte Vaz (Secretário da Municipalidade) e Dr. Paulo Thompson Flôres (advogado) eram proprietários das maiores e melhores bibliotecas em Bagé. E mantinham as mesmas atualizadas! Infelizmente, percorrendo seus livros de assentamentos incontáveis foram os que emprestou e que nunca lhe foram devolvidos! O Sr. Arlindo Almeida (proprietário da Farmácia Rio Branco) era outro grande comprador de livros. Numa dependência de “A Predileta” (livraria de Elpídio de Medeiros Ruiz), na calçada do hoje Edif. Avenida, em poltronas de palha, meu pai tomava assento quase todas as tardes acompanhado de Pelayo Pelez, Dr. Lourenço Lahorgue, Dr. Thompson Flôres, Júlio Duarte Vaz, Prof. Waldemar Machado e outros intelectuais comentando e manuseando os livros recém-chegados. Eu lá comparecia e partíamos para o Café de Homero dos Anjos (onde hoje é a Panvel), onde ele e amigos sorviam o cafezinho e eu ingeria preciosas “batatas fritas” e ganhava “gibis”. Frequentávamos também a Biblioteca Municipal (na hoje Mons. Costábile Hipólito). Seu diretor, Sr. Cândido Amaral, presenteava-me muitas revistinhas (com os tradicionais “heróis” da época) e ali líamos “El Gráfico”, revista do futebol argentino, predominante na época na América do Sul. Quando os jornais da capital (“Diário de Notícias” e “Correio do Povo”, que chegavam pelo trem com dois dias de atraso) começaram a vir pelo avião diário da Varig na esquina da atual Panvel formavam-se filas para adquiri-los nas primeiras horas de tarde. Ali eu os comprava também e levava para seu Bernardino na Prefeitura Municipal em seguida. E aproveitava para conversar com seus colegas Lauro Lima, Romeu Lima, Adail Silveira, Antônio de Oliveira Netto Iº, Gorgolino Barbosa, Théo Lahorgue, Humberto Infantini, etc. a quem sempre tratávamos com o respeito devido.
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    Gabriela Mistral e Paulo Neruda imperaram na poesia sul-americana do passado. Ambos eram chilenos. -*-*-*- Quando guris, nossa turma com frequência conseguia “uma bola de couro” e íamos jogar no campo do Martin Silveira, atravessando a famosa ponte de pedra do “Paredão”, perto das Caieiras. Fora disso, o futebol praticado era “no meio da rua”, cuidando-se parar quando se aproximavam os veículos e as carroças. -*-*-*- O homem vaidoso e enamorado de si mesmo chamava-se “narcisista”. Na mitologia, Narciso se avizinhava de uma fonte onde ficou contemplando (e adorando) sua própria imagem até consumir-se. -*-*-*- A Vila Floresta antigamente denominava-se “Vila do Torrão” era o lugar mais pobre e abandonado de Bagé. O Bairro Getúlio Vargas era o Povo Novo, em sua maior parte, que abrangia também a Vila Petrópolis.
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    Minha neta porto-alegrense mais nova, a Geórgia (formada em Administração de Empresas pela PUCRGS), acha-se na Austrália, em temporada de estudos na língua inglesa, onde permanecerá por seis meses. Sua irmã (e minha primeira neta) Gabriela (formada em Direito também pela PUCRGS) integra conceituado escritório de advocacia na metrópole, em prédio com vários andares, funcionando em cada um uma especialidade do Direito, atendendo a mesma a parte relativa a ações trabalhistas. Ambas acham-se financeiramente independentes, graças a Deus. E já estão oferecendo-me dinheiro para quando eu precisar...
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    Flaubiano, o mais ardoroso torcedor alvirrubro e o frequentador mais assíduo de nossa Câmara Municipal, partiu desta para a melhor dias atrás.
 

* Texto revisado pelo autor


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