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A educação dos filhos
Publicado em 07/03/2018

George Teixeira Giorgis

George Teixeira Giorgis

Advogado

Em nossos tempos de guri e menino os filhos ostentavam sempre obediência e respeito aos seus genitores. Idêntico comportamento perante professores e professoras. Os faltosos eram admoestados e punidos, particularmente nos colégios. Sempre havia estudantes vadios e descendentes desobedientes. Mas o castigo vinha em seguida. E, muitas vezes, os próprios colegas desprezavam a companhia dos mesmos, que resultavam isolados (e sem apreço) de parte dos circunstantes e dos amigos. Ressalte-se que, em décadas passadas, em nossos anos de colegial e de acadêmico, estudava-se muito mais do que hoje. E os mestres sabiam impor a disciplina, algo que rareia hoje em dia. A TV, o telefone celular, o tal de “facebook” vêm acabando com o discípulo aplicado, pois este vai “descambando” para uma espécie de “comportamento simplório”, o que muito se lastima.
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DIVERSAS – Três vias, que desembocam na Av. Santa Tecla, encerram nomes de cidadãos que foram muito estimados em Bagé: a) “Rua Dr. Hipólito Lucena”, advogado, poeta e prosador, que morava na Av. Tupi Silveira perto da esquina da Rua Cel. José Otávio; b) “Rua Amaro Robaina Corrêa”, funcionário da antiga Exatoria Estadual. Foi Secretário Municipal de Obras Públicas (na gestão interina do Dr. Abib Ieffett) e vereador pelo PTB. Uma pessoa de magnânimo coração; a) “Rua Dr. Iwar Beckmann”, geneticista sueco, trazido pelo governo Getúlio Vargas para atuar em Bagé, na Estação Fitotécnica da Fronteira, onde liderou pesquisas de magna valia para a agricultura brasileira, tudo com ressonância internacional. Aos sábados à tarde era visto jogando “xadrez” na antiga biblioteca do Clube Comercial. -*-*-*- Segundo o art. 5º de nosso Código Civil, no Brasil a menoridade cessa aos dezoito anos. Todavia, se o moço (ou a moça) já tiver dezesseis anos completos seus genitores poderão comparecer a um Tabelionato e efetuar uma escritura pública de “emancipação”, cessando aí a incapacidade civil do favorecido. -*-*-*- Em companhia de nosso presidente da OAB, Dr. Marcelo Godinho Marinho, estivemos em visita à “Escola Municipal Profª Creusa Brito Giorgis”, no loteamento Ivo Ferronato, para doarmos mais uma pilha de livros de minha falecida mulher para a biblioteca do educandário. Tudo recebeu a vice-diretora, que nos mostrou que as dependências do educandário estão em perfeita ordem e com dita biblioteca em etapa de montagem racional. -*-*-*- A obra “Dicionário Político do RGS” (1.821 a 1.937), organizada pelo douto escritor Dr. Sérgio da Costa Franco (que ele nos presenteou em 2.010), proporciona-nos sucintas biografias de personalidades gaúchas eminentes, que se distinguiram (no passado) no cenário político e literário de nosso Estado. São 222 páginas. Às pgs. 71, lê-se que Félix da Cunha viveu pouco (1.833 a 1.865). Formado em Direito, foi poeta e jornalista. Era muito ligado a Silveira Martins e ao General Osório. Foi “deputado provincial” e “deputado geral” (expressões da época). Organizou o Partido Liberal no RGS. Já Rodrigues Lima (Francisco) era gaúcho de São Borja. Lutou contra Oribe e Rosas e participou da Guerra do Paraguai. Defendeu o governo central na Revolução Federalista de 1.893. Foi perseguidor (na contenda) de Gomercindo Saraiva. Foi deputado estadual no RGS na legislatura 1.901/1.904. Venâncio Ayres, falecido em Santo Ângelo em 1.885, era formado em Direito (em São Paulo). Nascera lá. No RGS fixou-se em Cruz Alta, passando também ali a jornalista e vereador. Foi tio do senador Pinheiro Machado e fundador do Partido Republicano Riograndense, sendo o primeiro diretor de “A Federação”, jornal oficial de dita agremiação castilhista, editado em Porto Alegre. Seu nome completo = Venâncio de Oliveira Ayres. -*-*-*- O Uruguai proclamou sua independência em 1.825, após muita peleja. A Argentina conseguiu a independência em 1.810. Nós tal alcançamos, com Dom Pedro Iº, em 1.822, como bem sabido. -*-*-*- Comerciantes (em geral) queixando-se de que, neste 2.018, valores de ISSQN, taxas diversas, alvarás, etc., na Municipalidade, ascenderam a níveis absurdos e insustentáveis. Será verdade?

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