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Neste momento, a solidariedade é nossa chance de cura!
Publicado em 19/03/2020

Franciane Bayer

Franciane Bayer

Foto: Divulgação/FS

Desde o dia 26 de fevereiro, quando foi confirmado pelo Ministério da Saúde o primeiro caso positivo de coronavírus no Brasil, estamos sendo bombardeados com uma série de informações acerca do tema. Notícias do caos, informações de que a cura foi descoberta, pessoas em pânico, outras achando que tudo não passa de exagero. Vivemos um cenário de incertezas. As experiências da propagação da doença nos outros países, no entanto, nos deixam algumas certezas. A primeira delas é que o Covid-19 se espalha absurdamente rápido, por isso ninguém, nem nenhum sistema de saúde, está 100% preparado para enfrentá-lo.  A segunda é que quanto mais gente evitar sair de casa e respeitar as recomendações, menos rápido o vírus irá se espalhar e, consequentemente, o colapso no sistema de saúde será menos severo.

Apesar dos índices de complicações e casos letais serem considerados baixos, eles atingem, sobretudo, nossos idosos, amigos e familiares, que já lutam contra outras enfermidades ou tem a imunidade baixa. Este vírus não aceita egoísmo, nem tão pouco o individualismo. Nossa única chance real de cura, neste momento, é sermos solidários com o próximo, é pensarmos no coletivo. Só assim estaremos protegendo e contribuindo para salvar vidas. Não há mais margem para brincadeiras. Precisamos pensar que o simples compartilhamento de um card ou notícia minimizando o problema, mesmo que por brincadeira, pode influenciar outras pessoas a não seguirem com seriedade as recomendações.

As escolas e universidades estão fechando as portas; os trabalhadores estão sendo autorizados a produzir de casa e  essas medidas tendem a ser ampliadas nos próximos dias. Precisamos estar conscientes de que não se tratar de antecipação de férias ou folga para irmos às praias, shoppings ou até mesmo parques. É prevenção e o momento de prevenir é agora. Por isso, faço um apelo para que fiquem em casa, trabalhem em casa, estudem em casa.

Esta situação irá gerar prejuízos econômicos para todos, por isso se não levarmos a sério a quarentena, a reclusão e este novo modelo de trabalho que se impõe; talvez seja necessário nos próximos meses contribuirmos para sanar a crise financeira de muitas famílias, da nossa cidade, do nosso estado e do nosso país. Faça sua parte sendo solidário, ajudando, se possível, os mais vulneráveis e evitando ao máximo sair de casa. Com fé em Deus e responsabilidade iremos vencer esta luta. A solidariedade é nossa chance de cura!


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