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8 de março: O que há de novo?
Publicado em 11/03/2020

Franciane Bayer

Franciane Bayer

Foto: Divulgação/FS

Deputada estadual

Anualmente, no dia 8 de março, comemoramos o Dia Internacional da Mulher. É um dia onde nos propomos a refletir sobre as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, sobre o que precisamos avançar, onde estamos errando para que os índices de violência contra as mulheres sigam aumentando em nosso país. Reflexões à cerca das desigualdades de oportunidades se destacam na mídia. Mas, de fato, o que a sociedade está fazendo para mudar, para consolidar o caminho da igualdade? Quando falo em igualdade, não quero entrar no debate do que isto representa para cada um, pois acredito naquela frase que já virou clichê: lugar de mulher é onde ela quiser! Mesmo que este lugar seja em casa, cuidando da família e se sentindo realizada com esta tarefa, que é uma dádiva.
Recentemente, a secretária estadual de Planejamento, Leany Lemos, relatou nas redes sociais uma situação de constrangimento durante a programação do encontro que reuniu governadores dos estados do Sul e do Sudeste, em Foz do Iguaçu. Ao entrar na sala, foi informada que apenas secretários poderiam ingressar. Logo que assumi meu mandato, ao chegar num evento a recepcionista saudou meu assessor como se ele fosse o deputado. Mulheres não podem ser deputadas? O preconceito vem de todos os lados. Então, em pleno ano de 2020, o que há de novo para comemorarmos? É verdade que a exploração, as injustiças e as desigualdades diminuíram, mas ainda existem. Precisamos falar cada vez mais sobre a mulher, mãe, dona de casa, trabalhadora, militante, estudante. Há muito ainda para ser feito e isto passa por uma construção permanente no nosso cotidiano, Nós que possuímos representatividade política, homens e mulheres, temos a obrigação e o dever de contribuir para isso. A bancada feminina da Assembleia Legislativa está fazendo sua parte. Apresentamos emenda ao orçamento do Estado deste ano destinando recursos à implementação de políticas de combate a violência das mulheres.
Representamos a maioria da população, cada vez mais ocupamos espaço no mercado de trabalho e cada vez mais somos responsáveis pelo sustento das nossas famílias. Sendo assim, precisamos avançar mais. Continuarei trabalhando, independente da data, pela valorização da mulher na sociedade, no lar, ou onde quer que atue, lutando pelo combate à violência, por mais respeito, educação e trabalho qualificado e remunerado.


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