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Trabalho, carinho e respeito para que ninguém passe frio
Publicado em 09/07/2019

Esquerda Carneiro

Esquerda Carneiro

O frio intenso do inverno bageense nos últimos dias me levam a abordar, mais uma vez neste espaço, a assistência social em nosso município e a importância de uma rede de proteção para as pessoas que mais necessitam de ajuda para enfrentar os dias e noites de baixas temperaturas. E como se não bastasse todo o trabalho realizado para organizar os serviços de assistência para amenizar sofrimentos, na última sexta-feira, o prefeito Divaldo Lara mandou abrir o Ginásio Militão para que quem estivesse necessitado pudesse dormir e se alimentar no local.  Para tanto, toda uma estrutura foi montada com a finalidade de oferecer essa assistência.
São ações como estas que me fazem ter a certeza de que participo e apoio uma gestão diferenciada, que se preocupa com o ser humano.
O frio se tornou uma das prioridades de minha passagem como secretário de Assistência Social já em 2017 quando assumi a pasta. O albergue municipal passou de 12 para 17 vagas, sendo quatro femininas. As buscas ativas, aquelas que tiram das ruas quem está desabrigado, passam a ser realizadas no verão e no inverno, sempre à noite. Sendo que na estação fria é intensificada, ocorrendo até três vezes na semana. É claro que nossa preocupação vai além de realizar essas buscas ativas com uma equipe que conta com assistente social e a coordenadora do albergue. Vai além, inclusive, de todas as condições oferecidas no albergue, como janta quentinha feita na hora, banho com todas as condições de higiene – sabonete, xampu, escova de dente, toalha -, café da manhã no outro dia e ticket para almoçar no restaurante popular. A ação social tem início na busca dessas pessoas para a inserção na comunidade, através da educação, de cursos práticos para reentrada no mercado de trabalho, de oferta de cesta básica, de programas para a aquisição de casa própria, tratamento para problemas de drogas ilícitas e álcool. Sair à noite em busca de quem precisa de abrigo é uma parte do todo.
Hoje, na Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação e Direito do Idoso (Smasi), com a presença de meu amigo, trabalhador Ramão Bogado, o Bocão, os serviços continuam de forma intensa e dedicada, como sempre foi nosso objetivo.
Para que o leitor tenha uma ideia, a rede de proteção social de Bagé começou a ser levada a sério de verdade a partir de janeiro de 2017 com a necessidade de revigorar serviços existentes, salvar outros que estavam fechando e criar novos. Exemplos disso são o restaurante popular e a economia solidária. Que, se não fosse a efetiva vontade e determinação do prefeito Divaldo, teria encerrado as atividades. A sede da Smasi é uma prova concreta dessa disposição em priorizar a assistência social no governo municipal. Maior, com mais serviços e de portas abertas para quem realmente necessita dos serviços, passou para a zona leste da cidade, deixando de pagar o aluguel caro que pagava no centro.
Para encerrar essa contextualização do trabalho que começamos e está em pleno funcionamento, saliento que o albergue municipal, que teve as vagas ampliadas, conta com assistente social 24 horas disponível e funciona das 13h30min até as 11h30min do outro dia. São 22 horas de funcionamento. Na sexta-feira, quando o Militão foi disponibilizado e vivemos a noite mais fria do ano, o albergue teve todas as vagas ocupadas. A informação é da psicóloga coordenadora do local, Lisandra Lucas.
Quanto à campanha do agasalho, estamos repetindo o sucesso do ano passado. Já entregamos muita roupa e continuamos entregando. Em 2017, testemunhei o quanto de agasalho não foi entregue, mofando no segundo piso do prédio da Cobagelã, onde funcionava a Smasi. Era resultado da campanha do inverno de 2016. Hoje, isso não acontece mais. Pelo contrário, a separação das peças, higienização e entrega imediata fazem parte do trabalho de atenção e carinho para as pessoas – individualmente - e às famílias que precisam. 

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