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Toda a atenção às casas de acolhimento de Bagé
Publicado em 05/02/2019

Esquerda Carneiro

Esquerda Carneiro

Na semana passada, iniciei esta coluna aqui no Folha do Sul. O primeiro tema que abordei contou sobre o desafio inicial de assumir uma secretaria tão complexa quanto a Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação e Direitos do Idoso (Smasi). Gostei da repercussão, foi muito legal ouvir os comentários, as pessoas gostando e incentivando a continuar. Afinal, é a minha primeira experiência com uma coluna de jornal. Estou vivendo a emoção de saber que alguém está em casa, com o jornal na mão, dedicando atenção especial para este texto, lendo o que a gente conta. Agradeço muito as oportunidades que a vida têm me proporcionado. Muito, mesmo.
Na edição de hoje, vou tratar dos cuidados da família na rede de proteção de média e alta complexidade. Mais uma vez, relato sobre o trabalho realizado à frente da Smasi, onde permaneci em 2017 e 2018.
Ao assumir a Smasi me deparei com um grande desafio: atender famílias em vulnerabilidade social. Atendimento que se encontrava muito deficitário.
O Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) tinha 30 crianças e adolescentes, vítimas de violência, em fila de espera. A equipe técnica não era suficiente para suprir as necessidades de atendimento. Uma das primeiras providências foi a adequação do quadro de funcionários e o fim da espera para ser atendido. Além de psicólogos e assistentes sociais, incluímos na equipe um advogado com a finalidade de orientar as famílias em momentos difíceis e de extremo sofrimento.
As casas de acolhimento sempre foram uma prioridade para mim. Realizam um trabalho fundamental, de enorme importância. Assim, organizamos a equipe, monitores e técnicos perfeitamente integrados, o que nos permitiu atingir um marco histórico, dentro da legislação e graças a esse olhar: a adoção de 10 crianças no prazo de um ano e a inclusão de adolescentes (em situação de vulnerabilidade) no mercado de trabalho.
A Smasi proporcionou a mim, em especial, nesses dois anos em que lá estive, emoções indescritíveis. É um mundo todo e diferenciado que se vive ali.
Mas, continuando nosso relato sobre as casas, destaco o carinho dedicado ao albergue municipal. Ampliamos o horário de atendimento, era só noturno passou a funcionar quase por 24 horas, ampliamos as vagas de 12 para 17.
Até a próxima semana, quando continuaremos esses relatos sobre o trabalho realizado nos dois anos de Smasi, o que me proporcionou voltar à Câmara de Vereadores como presidente. Uma satisfação e orgulho imensos poder ajudar e participar com tanta intensidade da vida dos meus conterrâneos bageenses.
Até a próxima terça.


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