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Bagé precisa de trabalho e coragem
Publicado em 05/11/2019

Esquerda Carneiro

Esquerda Carneiro

Quando comecei as publicações neste espaço do jornal Folha do Sul, no dia 29 de janeiro deste ano, anunciei que era uma oportunidade de me fazer conhecer melhor.

Havia um mês que saíra da Secretaria de Assistência Social, Habitação e Direitos do Idoso (Smasi), onde cheguei em janeiro de 2017, por convocação do prefeito Divaldo Lara, e descobri um novo mundo em minha vida. Ali, encontrei pessoas maravilhosas, encontrei felicidade e também tristeza quando via famílias necessitando de apoio, jovens carentes de um rumo na vida, violência doméstica e idosos clamando por atenção. Muitas vezes, a tristeza se transformou em felicidade por conseguirmos resolver problemas. E não há gratificação melhor que isso.  Nada supera essa sensação que nos invade, que é ajudar alguém ser feliz. Tenho comigo que não posso mudar o passado das pessoas, mas posso trabalhar o presente e contribuir para o futuro.

Estar na Smasi me fez crescer como pessoa e amadureci muito. Na ocasião, com responsabilidade, abracei a missão de assumir a secretaria mais complexa do município. Eu sabia que tinha um caminho difícil pela frente. Mas não podia nem pensar em baixar a cabeça. De jeito nenhum. Uma multidão passou a depender do meu esforço, meu e de toda a equipe da secretaria. Equipe que começava a trabalhar junto naquele momento, porque a Smasi se formava derivada de três outras secretarias, Assistência Social, Direitos do Idoso e Habitação.

O trabalho foi tão intenso naqueles primeiros meses que houve a necessidade de ampliar os espaços. Saímos da antiga Cobagelã e fomos para a zona leste, Km 21. Tudo era novo e tudo era um desafio. Lá, no Km 21 funcionava a Economia Popular Solidária, que “na real” não funcionava. Havia no local uma estrutura inoperante. Eis outra missão importante: fazê-la funcionar a pleno, em condições de fornecer ao mercado produtos de qualidade a preços módicos e feitos ali, através do Projeto de Economia Solidária. Arregaçamos as mangas, trabalhamos e o resultado positivo está aí para quem quiser ver.

É preciso destacar, sim, para que fique claro: trabalhamos muito, sem hora, sem feriado, sem sábados e domingos. O que afirmo não é autoelogio, afinal quando me propus entrar para a vida pública e me manter digno aos olhos de meus amigos e familiares, sabia que seria assim, dedicação de corpo e alma. É isso que faço e não faço sozinho, jamais. Sempre tenho quem me ajude; sempre encontro pessoas com vontade, sem medo do trabalho. Pessoas que confiam em mim ou em pouco tempo aprendem a confiar.

Não ter medo de desafios, cumprir missões e contar com os verdadeiros amigos e parceiros são privilégios que a vida me possibilitou. Desde o início do ano, sou o presidente da Câmara, outro enorme desafio. Este ano serviu para compreender melhor o funcionamento legislativo a partir de seu posto maior. O que vem por aí é mais desafiador e é imprescindível saber agir para que o município de Bagé não perca o rumo. Tenho essa missão, liderar a política de minha cidade, junto a outros 16 vereadores, num ano que deverá ser complicado, turbulento, porém cheio de esperanças e sedento de coragem.

Que Deus me ajude. Vontade de trabalhar e coragem não faltarão. Estamos na estrada, estamos na luta, vamos dar respostas para quem necessita de respostas.


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